O que é medicina ortomolecular
A medicina ortomolecular enfatiza o uso de substâncias naturais encontradas numa dieta saudável, como vitaminas, minerais, enzimas, aminoácidos, gliconutrientes e ácidos graxos na prevenção e tratamento de doenças. A medicina ortomolecular foca o papel da nutrição adequada em relação à saúde. Nutrição vem em primeiro lugar no diagnóstico e tratamento, ao passo que os medicamentos são usados apenas para indicações específicas. A medicina ortomolecular é definida como a provisão da constituição molecular ótima, em especial a concentração ótima de substâncias que estão normalmente presentes no organismo, para tratar doenças e preservar a saúde. O método da medicina ortomolecular - Na medicina ortomolecular assume-se que as doenças tenham origem de múltiplas causas não-específicas congênitas e adquiridas. Essas causas dão origem a distúrbios bioquímicos, cuja acumulação resulta em sintomas e sinais que dão a percepção do estado de doença.
Seria vantajoso para o médico ortomolecular reconhecer e corrigir cedo as anomalias bioquímicas dos pacientes antes que a suas expansões resultem em doenças reconhecíveis. Na prática, o médico ortomolecular basea-se muito em testes laboratoriais. Em adição ao químicos da clínica padrão, os médicos ortomoleculares agora empregam um amplo espectro de análises laboratoriais sofisticadas incluindo para aminoácidos, ácidos orgânicos, vitaminas, minerais, situação funcional das vitaminas, hormônios, imunologia, microbiologia e função gastrintestinal. Muitos desses testes novos não são aceitos pelas medicina convencional.A terapia ortomolecular consiste em prover quantidades ótimas de substâncias normais ao organismo, geralmente pela administração oral. No começo da medicina ortomolecular isso geralmente significava terapia com altas doses de um único nutriente. Hoje em dia os praticantes da medicina ortomolecular costumam utilizar várias substâncias (aminoácidos, enzimas, nutrientes não-essenciais, hormônios, vitaminas, minerais, etc) em um esforço terapêutico para restaurar seus níveis ao estatisticamente normal para pessoas jovens e saudáveis.
Geralmente a suplementação com relativamente altas doses de vitaminas recebe o nome de terapia de mega doses de vitaminas, a qual foi popularmente associada à medicina ortomolecular.
Críticas à medicina ortomolecular
A Sociedade Internacional para Medicina Ortomolecular agrega vários médicos convencionais entre seus membros, porém a medicina convencional encara a maioria das terapias ortomoleculares como insuficientemente comprovadas cientificamente. Os defensores alegam que os médicos convencionais têm pouca familiariadade com os conceitos detalhados e formação clínica da medicina ortomolecular.
A medicina convencional questiona a validade da maioria das terapias ortomoleculares baseada na falta de estudos inquestionáveis e nos resultados dos estudos questionáveis. Os defensores da medicina ortomolecular comentam que os estudos usaram doses, freqüência e duração bem menores do que eles recomendam, e que condições especiais, contaminação e tratamento estatístico muitas vezes não foram claramente documentados. A relação entre a medicina convencional e a ortomolecular tem sido limitada e algumas vezes tecnicamente adversa.
Ramo da Medicina alternativa
A medicina ortomolecular é um ramo da medicina alternativa que acredita que as doenças são resultado de desequilíbrios químicos. Assim, os tratamentos ortomoleculares buscam a restauração dos níveis de vitaminas e minerais considerados ideais no organismo.
A Terapia Ortomolecular ou Oligoterapia, como também é conhecida, é uma ciência que, assim como a Medicina Ortomolecular, tem como objetivo principal equilibrar os minerais e vitaminas em nosso organismo. Detectadas as carências minerais, por meio de técnicas especializadas, elas são repostas, buscando uma vida saudável.
A ausência de minerais permite o aparecimento da ansiedade, nervosismo, stress, depressão e outras disfunções. Além disso, proporciona sintomas desconfortáveis, não detectáveis em exames convencionais, mas sentidos pelas pessoas acometidas dessas disfunções. Elas podem perceber uma desarmonia em seu organismo. Algumas dicas interessantes
1. DIFICULDADE DE PERDER PESO.
Falta de ácidos graxos essenciais e vitamina A, que se obtém na semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos
2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS.
Falta na verdade de desequilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio, que se obtém na água de coco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes, acelga, coentro, além de suplementos específicos
3. COMPULSÃO A DOCES.
Falta de cromo, que se obtém em cereais integrais, nozes, centeio, banana,espinafre, cenoura, além de suplementos específicos.
4. CÂIMBRA, DOR DE CABEÇA.
Falta de potássio e magnésio.que encontramos na banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja, além de suplementos específicos.
5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL
Falta de lactobacilos vivos, encontrados na coalhada, iogurte, missô, yakult e similares, além de suplementos específicos.
6. MEMÓRIA RUIM.
Falta de acetil colina, inositol, que se obtém na lecitina de soja, gema de ovo e mais suplementos específicos.
7. HIPOTIREOIDISMO. (GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE)
Falta de iodo contido nas algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada, e sal marinho.
8. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS.
Falta de colágeno contido nos peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos específicos.
9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR.
Falta de vitaminas A, C, E e ferro. Que se obtém em verduras, frutas, carnes magras e suplementos específicos.
10. COLESTEROL E TRIGLICERÍDEOS ALTOS
Falta de Ômega 3 e 6 obtido nas sardinha, salmão, abacate, azeite de oliva mais suplementos específicos Dicas na cozinha
Cozinhe a seu favor, na medicina ortomolecular, a forma de cozinhar e até os utensílios usados ajudam a preservar os nutrientes. Evite a ingestão de queijos e carnes gordas e frituras.
A gordura acelera o processo de oxidação dos alimentos. Cozinhe os alimentos no vapor ou até 100º (cem graus), pois muito calor também oxida os alimentos.
Evite utensílios de alumínio; os resíduos desse metal são tóxicos e podem ficar na comida. Prefira panelas de vidro ou antiaderentes.
Em hipótese alguma, aqueça os seus alimentos em embalagens e recipientes de plástico no microondas Teoricamente, a Medicina Ortomolecular (MO) se preocupa em corrigir qualquer desequilíbrio na constituição molecular do indivíduo, principalmente porque a maioria das patologias vêm acompanhada por alterações da composição bioquímica do organismo. Isto significa que uma correção, principalmente nutricional, provocaria um restabelecimento da homeostase (equilíbrio) interna. Portanto, a MO é usada tanto para prevenir como para tratar doenças. Como Atua:
A MO atua no indivíduo através de quatro vias:
Repondo uma substância que esteja em falta no organismo.
Exemplo: Na pelagra usa-se vitamina B3.
Fazendo a eliminação ou inibição da absorção de uma substância tóxica no organismo.
Exemplo: quelação pelo EDTA.
Aumentando a concentração de uma substância que mesmo estando com seus níveis normais, tem um efeito farmacológico quando em concentraçòes mais altas. Ex: utilização de vitamina C na gripe.
Combatendo o excesso de radicais livres (RL) responsáveis por uma série de patologias identificadas pela MO .
As matérias-primas utilizadas como medicação são, na maioria das vezes, substâncias que existem normalmente no organismo : Vitaminas, Sais minerais, Aminoácidos, Lipídios, Hormônios, Antioxidantes etc.
Em algumas ocasiões a MO lança mão de agentes terapêuticos provenientes de alimentos comuns por meio de um aconselhamento nutricional em que chamamos de Alimentação Funcional.
Tudo isso faz com que a Medicina Ortomolecular seja uma medicina natural com uma característica até agora inédita nesta área: o suporte dos conhecimentos mais recentes da medicina moderna.
Portanto, a Medicina Ortomolecular é uma especialidade médica que procura restabelecer o equilíbrio molecular do organismo.
Terapia das vitaminas
Criada nos anos 60 para restaurar o equilíbrio químico do organismo, a ortomolecular tem sido erroneamente interpretada como uma forma de dieta, por conta do emagrecimento surpreendente de várias atrizes
QUANDO E COMO SURGIU
A medicina ortomolecular (junção das palavras gregas orto, que significa equilíbrio, e molecular, relativo a moléculas) foi criada na década de 60 pelo químico norte-americano Linus Pauling, ganhador de dois prêmios Nobel. Ele acreditava que as doenças eram causadas por desequilíbrios das moléculas e que, para preveni-las, era preciso normalizar a química do organismo. 'Pauling disse que tomar vitaminas, como a C, a E e as do complexo B, seria uma das coisas mais importantes na medicina, capaz de evitar males como a gripe', explica o professor de bioquímica e nutrição da UniRio, Helion Póvoa, fundador da Sociedade Brasileira de Medicina Ortomolecular.
COMO FUNCIONA
A terapia ortomolecular utiliza substâncias naturais antioxidantes como minerais, oligoelementos e vitaminas. 'Servem para melhorar fadiga crônica, queda de cabelo, retenção de líquido, diminuir a vontade de comer doces na TPM e até emagrecer', diz a cardiologista Heloisa Rocha, que prescreve esse tipo de tratamento em sua clínica, a Barraclin, no Rio de Janeiro, onde atende as atrizes Giovanna Antonelli, Priscila Fantin, Deborah Secco e Solange Couto. 'Costumo ver meus pacientes de dois em dois meses, e sempre que voltam ao consultório apresentam melhoras em 80% das queixas que tinham.'
O tratamento é personalizado. Em consulta, são levantados a rotina do paciente, a alimentação, o histórico médico e as predisposições genéticas. Antes, porém, é feito um exame para avaliar o estado e as necessidades do organismo. Consiste na análise de um fio de cabelo ou do sangue. Com base nisso, elabora-se uma dieta específica para aquela pessoa, de acordo com o que está em excesso e o que está em falta no corpo. 'Também receitamos suplementos via oral [pílulas], estimulamos a prática de exercício físico e a adoção de uma alimentação equilibrada', esclarece Heloisa. 'É claro que isso tudo gera emagrecimento.'
No entanto, o geriatra e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Clineu Almada Filho, que realiza pesquisas sobre este tipo de terapia, afirma que não existem evidências clínicas para comprovar que a terapia ortomolecular realmente traz benefícios. 'Estudos experimentais comprovaram a função antioxidante de certas substâncias. Mas nada para sugerir essa teoria em larga escala.' Tanto que a terapia ortomolecular não é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina.
O IMPACTO NO ORGANISMO
'Na terapia ortomolecular acredita-se que tudo se conserta de dentro para fora', diz Heloisa. O organismo possui um mecanismo de defesa que tem ação antioxidante, pois neutraliza o impacto dos radicais livres - que são os inimigos das células, capazes de destruí-las e causar, por exemplo, o envelhecimento. No entanto, a presença de doenças, a má alimentação, o fumo e outros problemas produzem mais radicais livres e fazem o organismo perder sua força e sua eficiência natural. A terapia ortomolecular tenta justamente equilibrar essa relação e melhorar o sistema de defesa. 'É válida, embora não haja comprovação científica', diz Almada Filho. 'Mas ocorre um certo abuso, pois se faz marketing, criando uma ilusão de que qualquer pessoa vai se beneficiar ou que é até possível curar diabetes com terapia ortomolecular.' Ou, ainda, que é um tratamento para emagrecer. Não é. 'O que realmente emagrece é manter uma dieta hipocalórica e perder mais calorias praticando exercício físico', afirma ele.
O QUE REALMENTE EMAGRECE É MANTER UMA DIETA HIPOCALÓRICA E FAZER EXERCÍCIO
Clineu Almada Filho
MAS POR QUE TEM GENTE QUE EMAGRECE?
'A reposição de vitaminas, minerais e substâncias que queimam calorias, junto com uma alimentação balanceada e a prática de atividade física, faz com que nosso organismo adquira um equilíbrio interno e, com isso, nosso peso diminua', explica Heloisa. No entanto, o médico Helion Póvoa alerta: 'A terapia otomolecular pode até gerar emagrecimento, mas esta não é sua finalidade. O objetivo principal é alcançar o equilíbrio químico do organismo, o que é até possível sem tomar pílulas, apenas seguindo uma alimentação saudável, que inclui frutas, verduras, pouca gordura animal e pouco carboidrato, além de muito peixe'. Vitaminas, amigas da saúde e da beleza.
A Terapia Ortomolecular equilibra o funcionamento do organismo.
Utilizando oligoelementos (minerais como selênio, zinco, cromo etc.) que, combinados com vitaminas e aminoácidos, devolvem a energia, reduzem o envelhecimento precoce e combatem os radicais livres, responsáveis por doenças como câncer, diabetes, artrose, artrite, doenças de pele e auto-imune.
Você se sentirá muito melhor física e emocionalmente, e melhorará o seu sistema imunológico. As vitaminas não engordam, pois são substâncias alimentares necessárias para o bom funcionamento do organismo, e que não carregam calorias.
Na Terapia Ortomolecular você aprende primeiro a retirar as vitaminas dos alimentos para depois usá-las sinteticamente, sempre acompanhado de um estudo individualizado do seu problema. Já os minerais serão acrescentados a um gel de uso tópico e sem efeitos colaterais.
Além de curativa, as vitaminas possuem um grande poder sobre a nossa beleza e, agora no verão, estação de valorização do corpo, vale a pena conhecer um pouco mais algumas delas:
Vitamina A: responsável por uma pele saudável; dá proteção ao trato respiratório, uri-nário, câncer, glaucoma e situação de stress.
Vitamina C: ajuda na defesa contra a gripe, colesterol, doenças do coração, cansaço. Combate rugas, manchas, ressecamento da pele, varizes e flacidez; melhora a rigidez da pele, por estimular a produção do colágeno.
Vitamina E: trata distúrbios menstruais, esterilidade, tpm, varizes, colesterol, problemas cardíacos, e problemas da pele, como rejuvenescimento, clareamento, estrias, queimaduras e cicatrizes.
Vitamina K: trata problemas como coagulação, menstruação excessiva, manchas roxas, reduz perda de cálcio nos ossos pela osteoporose.
Já as vitaminas do complexo B são guardiãs da saúde emocional e mental, e tratam dores de cabeça, câncer, insônia, depressão, retenção hídrica, abortos, stress, calvície, acnes, tpm, osteoporose, má circulação, obesidade e memória ruim.
Mas, antes de sair comprando complexos polivitamínicos, consulte um profissional, que pode ajudar a resolver o seu problema, e não prejudique a sua saúde, pois doses maiores do que necessário podem ser tóxicas para o fígado e rins.
Na Terapia Ortomolecular você terá uma dieta individualizada com alimentos antioxidantes, aprenderá a se alimentar corretamente e utilizará apenas os suplementos que o seu corpo necessita, melhorando seu humor e disposição, e corrigindo as carências ou excessos, melhorando o seu metabolismo e sistema imunológico.
Análise Crítica
Diversas equipes de especialistas examinaram as alegações dos proponentes da "ortomolecular" e concluíram que elas não têm fundamentos.
No início da década de 70, uma força-tarefa especial da American Psychiatric Association investigou as alegações dos psiquiatras que adotaram a abordagem ortomolecular. A força-tarefa apontou que estes profissionais usaram métodos não convencionais não apenas no tratamento mas também para diagnosticar. Sua conclusão foi provavelmente a declaração mais dura jamais publicada por uma equipe de revisão científica: Esta revisão e crítica examinou cuidadosamente a literatura produzida pelos proponentes de megavitaminas e por aqueles que têm tentado repetir seus trabalhos básicos e clínicos. Conclui com relação a isto que a credibilidade dos proponentes de megavitaminas é baixa. Sua credibilidade é ainda mais diminuída por uma recusa constante ao longo da última década em realizar experimentos controlados e em publicar seus resultados novos de uma maneira cientificamente aceitável. Sob estas circunstâncias esta força-tarefa considera a publicidade poderosa, a qual eles vinculam via rádio, pela imprensa leiga e por livros populares, usando frases de efeito que na verdade são denominações inapropriadas como "terapia de megavitaminas" e "tratamento ortomolecular", como sendo deplorável.
O Comitê Consultivo de Pesquisa do National Institute of Mental Health revisou dados científicos pertinentes durante o ano de 1979 e chegou a conclusão que a terapia de megavitaminas era ineficaz e poderia ser prejudicial. Após o Subcomitê de Defesa dos EUA examinar esta terapia, ela deixou de ser um tratamento coberto pelo CHAMPUS, o programa de seguro-saúde dos dependentes de militares.
Várias alegações que megavitaminas e megaminerais são eficazes contra psicoses, desordens de aprendizado e retardo mental em crianças foram desmascaradas em relatórios do comitê de nutrição da American Academy of Pediatrics em 1976 e 1981 e pela Canadian Academy of Pediatrics em 1990 [3]. Os dois grupos advertiram que não existe nenhuma prova de benefício em qualquer um destes problemas e que megadoses podem ter efeitos tóxicos graves. O relatório de 1976 concluiu que um "culto" tem se desenvolvido entre os seguidores da terapia de megavitaminas.
Em 1991, pesquisadores holandeses publicaram sua avaliação de 53 ensaios controlados dos efeitos da niacina, vitamina B6 e multivitaminas sobre as funções mentais. Eles concluíram:
Virtualmente todos os ensaios mostraram deficiências graves: no número de participantes, na apresentação das características de linha de base e dos resultados, e na descrição das mudanças em tratamentos concomitantes. Somente em crianças autistas alguns resultados positivos foram encontrados com doses muito altas de vitamina B6 combinadas com magnésio, mas são necessárias evidências adicionais antes que se possa chegar à conclusões mais definitivas. Para as muitas outras indicações (crianças hiperativas, crianças com síndrome de Down, mudanças do QI em crianças saudáveis em idade escolar, esquizofrenia, funções psicológicas em adultos saudáveis e pacientes geriátricos) não existe nenhum suporte adequado a partir de ensaios controlados a favor da suplementação com vitaminas.
Subseqüentemente, uma equipe norte-americana usando uma ampla pesquisa pelo computador conseguiu localizar 12 estudos com a vitamina B6 e o magnésio para o autismo. Sua análise, publicada em 1995, concluiu:
A maioria dos estudos relatou uma resposta favorável ao tratamento com vitamina. Entretanto, a interpretação destes achados positivos precisa ser moderado devido às deficiências metodológicas inerentes em muitos dos estudos. Por exemplo, uma série de estudos empregou medidas imprecisas dos resultados, foram baseados em amostras pequenas e um possível uso repetido dos mesmos indivíduos em mais de um estudo, não ajustaram os efeitos de regressão na melhoria das medidas e omitiram coletar dados de acompanhamento por longo período de tempo.
Todos os 12 estudos parecem ter sido escritos por pesquisadores que são amigos íntimos. (Uma pessoa, por exemplo, é co-autora de onze dos trabalhos). Cada um dos estudos usou pelo menos 600 mg por dia de vitamina B6, o que está bem acima da quantidade mínima descrita como causadora de lesão em nervos. Então mesmo se estas doses de B6 fossem eficazes, seu uso provavelmente não seria seguro.
Um recente estudo duplo-cego randomizado não encontrou nenhuma evidência que regulando os níveis de vitaminas de adultos com esquizofrenia influenciasse o estado clínico de 19 pacientes adultos com esquizofrenia. O grupo experimental recebeu quantidades de megavitaminas baseadas em seu nível de vitaminas no soro mais restrição dietética baseada em testes de Radioallergosorbent (RAST). O grupo controle recebeu 25 mg de vitamina C e foram prescritas substâncias consideradas alergênicas pelo teste RAST. Após cinco meses, houve diferenças marcantes nos níveis de vitaminas no soro mas nenhuma diferença consistente nos sintomas ou no comportamento entre os grupos.
A Linha Final
O corpo humano tem uma capacidade limitada para utilizar vitaminas em suas atividades metabólicas. Quando as vitaminas são consumidas além das necessidades fisiológicas do corpo, elas agem como drogas ao invés de vitaminas. Existem algumas situações nas quais altas doses de vitaminas são reconhecidamente benéficas, mas ainda assim elas devem ser usadas com cautela devido ao potencial de toxicidade. Por exemplo, doses altas de niacina podem ser muito úteis como parte de um programa abrangente, supervisionado por um médico, para controlar níveis anormais de colesterol no sangue. Entretanto, os profissionais da "ortomolecular" vão muito além disso por prescreverem grandes quantidades de suplementos para todos ou para a maioria dos pacientes que consultam com eles. Esta abordagem pode resultar em um grande dano aos pacientes psiquiátricos quando usada no lugar de medicamentos eficazes.
Como a medicina ortomolecular pode prevenir e tratar doenças?
Apesar das inúmeras pesquisas, ainda faltam muitas informações
Você com certeza deve conhecer um amigo ou uma outra pessoa próxima que garante ter melhorado o aspecto da pele, o ânimo e o estado geral de saúde com o auxílio da medicina ortomolecular, não é verdade?
Radicais livres e nutrientes
Quando bem aplicada, a medicina ortomolecular - ou biomolecular, como também é conhecida - é uma aliada da saúde. O princípio que norteia a nossa prática prega a diminuição dos radicais livres - os oxidantes - que o corpo produz naturalmente ao longo da vida, mas que, em excesso, promovem o desequilíbrio químico e estão por trás do envelhecimento celular e de inúmeras doenças. No Brasil a prática ortomolecular já completou 25 anos, mas o conceito de nasceu muito antes. Em 1968, o químico norte-americano, ganhador do Prêmio Nobel por duas vezes, Linus Pauling criou a técnica, baseada na Terapia de Radicais Livres e Envelhecimento, proposta por Denham Harman, pesquisador norte-americano, em 1956. De lá para cá, muitos estudos mostraram os benefícios do tratamento ortomolecular. A International Society for Free Radical Research promove uma série de simpósios em todo o mundo a respeito do tema e tem milhares de cientistas associados.
Faz parte da vida oxidar e antioxidar... O tempo todo o nosso corpo está produzindo radicais livres. Uma parte é usada pelo próprio corpo para se proteger de invasores que causam as infecções. Outra parte, estima-se que 90% dos radicais livres, fica vagando pelo organismo, provocando a oxidação dos tecidos e modificando o núcleo das células. É como se o tecido celular enferrujasse.
Segundo pesquisas americanas, até os 50 anos, 30% da nossa proteína celular terá sido convertida em lixo oxidativo. Entre os causadores do excesso dessas moléculas estão o tabagismo, a poluição, o estresse, a alimentação inadequada, o esforço físico exagerado e até a exposição a produtos químicos. Quanto mais uma pessoa fica exposta a esses agentes, maior é a quantidade de radicais livres que ela acumula no corpo e maiores os riscos de ficar doente.
Por outro lado, hábitos saudáveis, abandono dos vícios e uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes essenciais funcionam como agentes antioxidantes, diminuindo a quantidade de radicais livres.
A prática ortomolecular não é milagrosa e não deve ser entendida como mais um recurso estético, por exemplo, para emagrecimentos ou melhora da pele e da aparência. A medicina ortomolecular tem uma aplicação individual, que depende de exames e medicamentos e do histórico médico do paciente, dos seus vícios, dos seus hábitos alimentares, dentre muitos outros fatores.
Ortomolecular na prática
Doenças respiratórias: bronquite, rinite, asma
Nessas situações crônicas, o corpo é bombardeado pelos radicais livres, pois o próprio organismo começa a produzi-los em excesso para combater a infecção respiratória. Mas só uma pequena parte desses radicais é usada no combate à doença. O antioxidante é usado, nesse caso, para neutralizar a ação dos radicais livres excedentes. As pesquisas apontam que, a longo prazo, a terapia ortomolecular ajudaria a aumentar a imunidade do corpo, amenizando futuras crises respiratórias.
Diabetes Juntamente com o endocrinologista, que faz o tratamento do diabetes, o médico ortomolecular pode auxiliar os pacientes diabéticos a manterem a doença sob controle, em muitos casos, até mesmo dispensando o uso diário de insulina e de medicamentos. O tratamento ortomolecular protege e impede a glicação das proteínas. Essa reação reduz a função de enzimas e pode ser a responsável por complicações do diabetes, como a cegueira e a falta de circulação nas extremidades, como nos dedos e nos pés. O uso de antioxidantes ajudaria a combater os radicais livres, que são muito comuns no organismo do diabético devido à oscilação dos níveis de glicose. A terapia propõe o combate aos radicais por meio de dois caminhos: uma espécie de limpeza do organismo para eliminar os metais tóxicos, como chumbo e alumínio, quando necessário, e a reposição de antioxidantes, como vitaminas, sais minerais e aminoácidos. Esses nutrientes podem ser repostos apenas com a mudança na alimentação do paciente, mas dependendo das necessidades de cada pessoa, é preciso que ela ingira uma quantidade maior de antioxidantes para proteger seu organismo.
Mal de Alzheimer e Parkinson
Uma das hipóteses para o aparecimento dessas doenças degenerativas do sistema nervoso central é a de que a amina - toxina produzida pelas carnes vermelhas e brancas - quando expostas a altos graus de temperaturas, tem um poder degenerativo sobre o cérebro, ocasionando esses males. Muitas hipóteses para a origem destas doenças ainda estão sendo levantadas. Para quem já manifestou as doenças, os antioxidantes não vão curar estes males. Nesses casos, a terapia ortomolecular teria o poder de agir preventivamente. Como essas doenças têm ligação com o aumento de radicais livres, que oxidam as estruturas celulares, o tratamento proporcionaria uma proteção extra ao organismo.
Câncer Nestes casos, a terapia ortomolecular apóia o tratamento oncológico convencional, é uma terapia complementar. A reposição de antioxidantes serve para driblar os efeitos da quimioterapia e da radioterapia, atenuando seus efeitos e ainda preservando o restante do organismo, que fica debilitado com a agressividade do tratamento. Nas sessões de quimio e radio há uma alta produção de radicais livres.
Obesidade
Esta é a doença que mais atrai adeptos para a terapia ortomolecular. Isso acontece porque, no combate à obesidade, o tratamento ortomolecular prega também a reeducação alimentar e não simplesmente a restrição de alguns alimentos. Caso haja falta de nutrientes importantes para o corpo, faz-se a suplementação, que também acaba ajudando a diminuir a ansiedade, a compulsão por doces, a falta de regulação do mecanismo de saciedade ou o nervosismo, características comuns em quem está em fase de emagrecimento.
Algo esquisito
Medicina Ortomolecular, a primeira vista, pode até parecer algo esquisito, mas não é. Aqueles que já se dispuseram a conhecê-la melhor, descobriram que se trata de uma novidade concreta e científica que, atualmente vem alcançando resultados positivos no combate a várias doenças. . A Terapia Ortomolecular é recente no Brasil e ainda pouco conhecida. Não se trata de uma especialidade nova, mas de um modo de gerenciar a saúde física e mental, cuja regra áurea é prevenir para não remediar, propondo detectar e corrigir os desequilíbrios das funções celulares a nível bioquímico-molecular, antes que se estabeleçam as doenças, e na vigência destas, somar suas propostas aos tratamentos convencionais de forma que sejam mais eficazes, por períodos menores e com menos efeitos colaterais.
A Medicina Ortomolecular visa a normalização do equilíbrio químico do organismo através de substâncias naturais ao próprio organismo, como as Vitaminas, Minerais e Aminoácidos e "esse equilíbrio é mantido principalmente pela destruição dos Radicais Livres".
O termo Ortomolecular foi introduzido por Linus Pauling (1901-1994), propondo que distúrbios mentais poderiam ser tratados pela correção de desequilíbrios ou deficiências de constituintes cerebrais tais como vitaminas e outros micro-nutrientes, como uma alternativa a administração de drogas psicoativas sintéticas.
Estendeu o conceito Ortomolecular, em 1970, a medicina em geral, como sendo moléculas certas em concentrações certas, caracterizando uma abordagem de prevenção e tratamento de doenças e, alcançar a saúde baseada em ações fisiológicas e enzimáticas de nutrientes específicos, como vitaminas, minerais e aminoácidos presentes no organismo.
Então, por definição, pode-se dizer que a Medicina Ortomolecular trata-se da orientação terapêutica que tem por objetivo restaurar, no plano molecular, as concentrações normais de substâncias como vitaminas, minerais, aminoácidos, "smart-drugs", etc, normalmente presentes no organismo.
Anti-oxidante
1) Nos princípios propostos por Linus Pauling;
2) Na Nutrologia, especialidade médica que se preocupa com a qualidade da alimentação, necessidades calóricas diárias, referentes a cada indivíduo e de acordo com a sua atividade física ou sua patologia pré-existente, repondo ou restringindo os nutrientes como proteínas, gorduras, açúcares, minerais, vitaminas, fibras e água, que sejam indispensáveis ao equilíbrio das reações químico-físicas de todo o organismo;
O equilíbrio metabólico e energético é básico a todas as especialidades médicas. Das centenas de substâncias que entram nos processos metabólicos, todas são sintetizadas no organismo, com exceção de 47, chamadas nutrientes essenciais que deverão ser introduzidas prontas do meio externo, pela alimentação e ou suplementação;
3) No ambiente, detectando e corrigindo as intoxicações provenientes do ar, solo e água, assim como as substâncias ingeridas junto aos alimentos conservantes, corantes, acidulantes, agrotóxicos, adoçantes e minerais tóxicos. Avaliando a poluição sonora e as fontes de radiações nocivas.
Promovendo melhora do saneamento, condições de moradia e ambiente nos diversos tipos de trabalho.
Estudando e pesquisando ligações químicas, enredou pelo intrincado campo da bioquímica – a química dos seres vivos – definindo a doença sob uma ótica diferente, uma outra perspectiva. Linus Pauling escreveu: "A doença tem uma base, um substrato molecular e distúrbios na complexa interação e cadeia entre moléculas geram doenças".
Estudando e pesquisando ligações químicas, enredou pelo intrincado campo da bioquímica – a química dos seres vivos – definindo a doença sob uma ótica diferente, uma outra perspectiva. Linus Pauling escreveu: "A doença tem uma base, um substrato molecular e distúrbios na complexa interação e cadeia entre moléculas geram doenças".
Os Radicais Livres são definidos como um átomo ou um grupo de átomos com um elétron não emparelhado ou seja a perda de um elétron da camada mais externa desse átomo ou seja, toda molécula que tem um elétron ímpar em sua órbita externa.
Efeitos nocivos da poluição, energia de alta radiação, raios UV, raios gama, agentes químicos ou medicamentos quebram a paridade da órbita externa das moléculas, criando os Radicais Livres.
Os Radicais Livres são altamente instáveis e reativos, reagindo com outras moléculas criam novos componentes com muita rapidez. . Eles também desencadeiam vários processos patológicos, como: envelhecimento precoce, processos isquêmicos, inflamação, rejeição de órgãos transplantados.
A Medicina Ortomolecular surgiu justamente para corrigir os desequilíbrios químicos provocados pelos Radicais Livres, pois eles desempenham papel importante nas doenças e no envelhecimento. Porém num organismo equilibrado e saudável, elas são logo destruídas. Nas pessoas em que são encontrados altos níveis de Radicais Livres é com o uso de Anti-Oxidantes que o equilíbrio é refeito, juntamente com diversas outras medidas preconizadas pela Medicina Ortomolecular.
1) Quais nutrientes essenciais estão em déficit;
2) Se existe metais tóxicos no organismo;
3) Como está funcionando o sistema endócrino;
4) Como estão os sistemas de excreção: intestinos, fígado e rins;
5) Se existe intolerância ou alergia alimentar.
O primeiro desafio do Médico junto ao paciente é descobrir quais os nutrientes que estão faltando e o segundo desafio é descobrir se estão presentes elementos estranhos ao meio interno e ás células. Muitas vezes a correção dos desvios encontrados é o suficiente para proporcionarmos o necessário equilíbrio metabólico/energético requerido para retornar novamente o paciente ao estado de saúde.
Esta primeira abordagem da Medicina Ortomolecular constitui-se, nos rudimentos, na parte geral comum a todas as especialidades médicas. A sua aplicação aumenta a eficácia dos tratamentos convencionais ou complementares. O pensamento lógico, comprovado por inúmeros trabalhos científicos é simples: devemos introduzir nas células e no meio interno os elementos químicos que porventura estejam faltando e retirar os elementos em excesso, geralmente estranhos ao organismo.
É fácil compreender que um organismo sem deficiências e sem substâncias a ele estranhas reagirá muito melhor a qualquer tipo de tratamento. E muito mais que isso: se o organismo estiver saudável, ele estará em melhores condições de assim continuar, pois todos os seus mecanismos de defesa estarão em condições ideais de funcionamento.
Todas as células do corpo produzem energia com a finalidade de fabricar vários tipos de moléculas necessárias para o seu bom funcionamento. Das centenas de substâncias que entram neste processo todas são sintetizadas pelo organismo, exceto cerca de 47 delas. Estas substâncias são chamadas de "Nutrientes Essenciais" e portanto o organismo deve recebê-las já prontas do meio externo. Isto quer dizer que necessitamos de um aporte nutricional adequado, em elementos essenciais, e não é difícil compreender que a falta de um ou mais desses elementos prejudicará o funcionamento das células e, conseqüentemente do organismo como um todo.
O papel das vitaminas, aminoácidos, ácidos graxos, enzimas e minerais, na terapêutica tem sido revistos, graças aos estudos estimulados pelo uso dessas substâncias na prática clínica e descobertas da pesquisa básica. Mas como saber o que está faltando no organismo?
Uma anamnese completa (história do paciente bem colhida), exame físico, a alguns exames, como por exemplo, o Mineralograma, (exame do fio do cabelo), que nos mostrará os minerais essenciais, que nosso organismo utiliza no metabolismo de várias substâncias, como enzimas, hormônios, etc, e também detecta metais tóxicos que não deveriam encontrar-se no organismo e necessitam ser retirados.
Desta forma, a Estratégia Ortomolecular é um enfoque médico, direcionado para a prevenção de doenças, mantendo-se a saúde, entendendo-se como bem-estar físico-mental, social e emocional e não meramente a ausência de doença ou enfermidade.
Neste enfoque valorizamos mudanças de hábitos que vão diminuir o excesso de Radicais livres, tais como: evitar exposições prolongadas ao sol, eliminar o fumo, reduzir o consumo de gorduras e eliminar frituras, neutralizar o stress cotidiano (melhor filosofia de vida, relaxamento, atividade física constante e adequada, alimentação saudável).
As deficiências de nutrientes essenciais, tão freqüentes hoje, coincide com o alarmante aumento de várias doenças como: hipoglicemia funcional, depressão, astenia, hiperatividade, infecções de repetição, etc, incluindo as doenças degenerativas: aterosclerose, câncer e artropatias, as quais não mais estão se limitando à idade.
Pode-se até afirmar que a correção do equilíbrio químico do organismo leva a uma redução da incidência do stress, de doenças cardiovasculares, mentais e metabólicas, assim como o processo de envelhecimento.
A Medicina Ortomolecular não é Medicina Alternativa ou terapias alternativas, sendo feita exclusivamente por Médicos. A Medicina Ortomolecular utiliza os procedimentos descritos nos livros clássicos de farmacologia e o diagnóstico é baseado também em exames clínicos tradicionais como os de sangue, urina, etc.
PREVENTIVA
Através de diagnósticos cada vez mais precoces, detectando alterações metabólicas subclínicas, antes do surgimento de doenças, utilizando-se do tratamento Ortomolecular que visa o equilíbrio global do indivíduo, dando-lhe condições de manter-se sadio ou, diante de doenças, obter melhor resposta a terapêutica específica empregada.
SISTÊMICA
Atua na avaliação diagnóstica de todos órgãos e sistemas, analisando a inter-relação e interdependência entre eles e nos tratamentos nutricionais celulares, através de suplementação com nutrientes indispensáveis ao organismo.
INTERATIVA
Atua na inter-relação dos sistemas humanos com os sistemas ambientais. Na abordagem Ortomolecular, o desafio é descobrir quais os nutrientes que estão faltando , os que estão em excesso e ainda verificar os elementos tóxicos no organismo do indivíduo. Muitas das vezes, a correção dos desvios encontrados é o suficiente para proporcionar o equilíbrio metabólico e energético necessário para o indivíduo retornar ao estado de saúde.
1) VITAMINAS
Ácido Fólico, Ácido Pantotênico, Betacaroteno, Cálcio, Carnitina, Cobre, Coenzima -10, Colina, Fenilalanina, Glutation, Inositol, Metionina, Molibdênio, Paba, Triptofano, Vitamina A, Vitamina B1, Vitamina B2, Vitamina B3, Vitamina B6, Vitamina B12, Vitamina C, Vitamina D, Vitamina E, etc.
2) SAIS MINERAIS
Podemos classificá-los em 4 grupos:
2.1) Essenciais e necessários em grandes quantidades: Cálcio, Magnésio e Potássio;
2.2) Necessários em pequenas quantidades e vitais ao organismo: Cromo, Ferro, Manganês, Molibdênio, Cobre e Zinco;
2.3) Necessários em quantidades muito pequenas e função não totalmente elucidada: Selênio, Vanádio, Níquel e Iodo;
2.4) Minerais formadores de radicais livres e, portanto, prejudiciais ao organismo: Cádmio, Alumínio e Mercúrio.
Os sais minerais normalmente agem aos pares, o aumento da quantidade fisiológica de um deles pode condicionar deficiências plasmáticas do outro. Exemplo: Cálcio-Magnésio, Zinco -Cobre, Sódio-Potássio.
Observação: Minerais Quelados: chamamos de mineral quelado todo íon mineral ligado a um aminoácido (glicina, arginina, lisina). O mineral na forma quelada apresenta melhor absorção, tem uma toxicidade muito menor, é absorvido sem ionização no processo digestivo e são muito bem tolerados (não gerando efeitos colaterais).
3) AMINOÁCIDOS E Outras Substâncias
Carnitina, Fenilalanina, Glutation, Triptofano, Fitoquímicos, Fito-hormônios, Pro-hormônios, etc.
Nada substitui uma consulta com um Médico especializado, pois tanto para a mulher como para o homem, a avaliação Médica e especialmente a Terapia Ortomolecular tem que ser individualizada e só deve ser prescrita por Médico, e que para se ter uma base do que se vai indicar para um paciente é necessário fazer uma minuciosa anamnese clínica, avaliar o estado psico-emocional do paciente e fazer um estudo pormenorizado com exames laboratoriais, inclusive Ortomoleculares como o teste do cabelo (Mineralograma) e outros através de sangue, urina e fezes.
Pouca gente sabe, mas basta uma simples mecha do cabelo para se detectar as doenças em Medicina Ortomolecular e assegurar a saúde do corpo inteiro. O Mineralograma (também conhecido como "teste do cabelo"), um "check-up hi-tech", é o exame que traça o perfil mineral da pessoa.
"A importância de se fazer a análise dos fios de cabelo está no fato de como as unhas, serem tecidos onde os minerais, tanto os essenciais como os tóxicos, são retidos ou armazenados."
O Mineralograma consiste no exame feito a partir de uma amostra de apenas 1 grama de cabelo, que é enviada para os Estados Unidos onde é feita a análise. O resultado fica pronto no período de 30 a 40 dias. Já o tratamento proposto e provado sua eficácia pela Medicina Ortomolecular será determinado após esse exame e também de outros que serão realizados paralelamente.
"A Medicina Ortomolecular não tem qualquer tipo de contra-indicação, seja para tratar uma criança com dificuldade de aprendizagem escolar ou uma paciente portadora de osteoporose, inclusive portadores de câncer, que nesse caso a finalidade será de aumentar a imunidade celular e tentar prolongar mais a vida."
A Terapia Ortomolecular é totalmente natural para o organismo, a base de vitaminas, aminoácidos, substâncias anti-oxidantes, "smart-drugs" e minerais tratados especialmente de forma que sirvam para combater os Radicais Livres, neutralizando-os. Mas: é um tratamento totalmente individual, ou seja, a medicação se baseia na história clínica, no exame do cabelo e/ou alimentação e exames de sangue e urina de cada paciente.
1) Cuidar do Sistema Digestivo;
2) Dieta inteligente;
3) Exercícios aeróbicos moderados;
4) Resolver os problemas do cotidiano - aprendendo a programar o que quer mudar;
5) Autoconhecer-se;
6) Aprender a livrar-se dos metais tóxicos;
7) Abolir o fumo e o excesso de álcool;
8) Higiene do sono;
9) Detectar e tratar parasitoses intestinais e reeducar-se para não adquiri-los;
10) Antioxidantes e nutrientes com moderação e equilíbrio.
ATENÇÃO!!!
As informações sobre saúde aqui contidas são oferecidas com propósito educacional e informativo a pacientes e/ou público em geral, não pretendendo, de forma alguma, a prescrição ou indicação de medicamentos, bem como substituir as orientações de seu médico. Se você apresenta algum sintoma procure um médico, pois nada substitui uma consulta com um especialista. Vale lembrar também que a avaliação para a Terapia Ortomolecular tem que ser individualizada, tanto para o homem quanto para a mulher, e só deve ser prescrita por Médico Especialista.
Medicina ortomolecular é terapia sem comprovação?
A luta contra a balança é uma das síndromes da sociedade contemporânea. Na busca por um corpo perfeito, muitos abusam de tratamentos nem sempre comprovados cientificamente, mas que entram na moda pelo testemunho de estrelas de TV e pela promessa de resultados rápidos e surpreendentes. É o que vem acontecendo com a terapia ortomolecular, também conhecida como medicina ortomolecular, que apesar de muito comentada, ainda não tem reconhecimento científico e, por isso, é desaconselhada Conselho Federal de Medicina e pelo Conselho Regional da Bahia.
O termo ortomolecular foi cunhado pelo americano Linus Pauling em 1956. Sua teoria afirma que a saúde do corpo estaria baseada no equilíbrio de substâncias como vitaminas, sais minerais e aminoácidos. Com a correria da vida moderna, as pessoas alimentam-se mal, o que provocaria um desequilíbrio do organismo. Para que as substâncias em falta ou excesso sejam harmonizadas, o método recorre a dietas e suplementos alimentares em forma de pó, comprimido e injeção. A dose a ser ingerida varia individualmente e é estabelecida a partir de exames de sangue, urina, fios de cabelo e saliva.
Não há nenhuma comprovação científica sobre a eficácia deste tratamento. O CFM e o Cremeb alertam quanto ao fato de que o método não tem respaldo como especialidade médica e condenam a euforia que vem sendo criada em torno da prática. “Para que um tratamento seja oferecido à população, é indispensável que sejam respeitados os protocolos de pesquisa, inclusive obter a autorização do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP), órgão subordinado à Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Estas são as instâncias responsáveis pela deliberação de projetos, cabendo posteriormente ao CFM homologar aqueles que apresentem comprovação científica em seus resultados”, afirma a 2ª secretária do Cremeb, Nedy Neves. De acordo com a Resolução CFM nº 1499/98, é proibida a utilização de práticas terapêuticas que não sejam reconhecidas pela comunidade científica.
Outro ponto preocupante no caso da terapia ortomolecular é a massiva divulgação que vem sendo feita pela mídia. “A publicidade médica deve obedecer a princípios éticos de orientação educativa”, explica o presidente da Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos (Codame), conselheiro Paulo Sérgio Santos. Como a medicina ortomolecular não é reconhecida como especialidade médica, sua publicização leva o médico a infringir o artigo 3º da Resolução CFM 1701/03, que proíbe, entre outras coisas, a propaganda de métodos ainda sem reconhecimento científico. Neste caso, também o artigo 135 do Código de Ética Médica é desrespeitado, já que este veda ao médico anunciar títulos científicos que não possa comprovar.
Fonte: www.oarquivo.com.br
dimanche 18 septembre 2011
samedi 17 septembre 2011
OLEO DE COCO
ÓLEO DE COCO VIRGEM ORGÂNICO PODE REDUZIR GORDURA ABDOMINAL
EFEITOS TERMOGÊNICOS:
Os benefícios associados ao consumo do “óleo de coco” são reconhecidos e valorizados pela Medicina Ayurveda na Índia há quase três mil anos. Em sânscrito, o coqueiro é chamado de “kalpa vriksha”, que significa “árvore que fornece tudo que é necessário para a vida”.
O óleo de coco é comumente dividido em duas amplas categorias: refinado e virgem. O óleo refinado é tipicamente obtido do coco seco, chamado de copra. O óleo de coco virgem é obtido a partir de cocos frescos. Como elevadas temperaturas e solventes químicos não são empregados, o óleo virgem mantém seus fitoquímicos naturais, responsáveis pelos seus suaves sabor e aroma. Estudos recentes realizados em animais, conduzidos na Índia, comparando óleo de copra (refinado) com óleo de coco virgem, demonstraram que os animais que utilizaram óleo virgem apresentaram efeitos benéficos significantemente superiores ao do óleo de copra nos seguintes parâmetros:
• Redução dos níveis de colesterol total, fosfolipídeos e LDL-c;
• Aumento nos níveis tissulares e séricos de HDL-c;
• Efeito antitrombótico, avaliado através de dosagens de fibrina, fibrinogênio, fator V, 6-ketoPGF1α e tempo de protrombina;
• Ação antioxidante: o óleo de coco virgem promoveu redução da peroxidação lipídica tanto in vitro como in vivo.
Os autores concluíram que os antioxidantes presentes no óleo de coco virgem foram responsáveis pelas diferenças obtidas.
Propriedades Termogênicas
Em média, 2/3 dos ácidos graxos do óleo de coco são triglicerídeos de cadeia média (TCM). Após absorção intestinal, os TCM são transportados diretamente para o fígado, através do sistema porta, onde são beta-oxidados aumentando a termogênese pós-prandial8.
Um estudo realizado na Escola de Nutrição e Dietética Universidade de McGill, no Canadá, que avaliou o gasto energético e a composição corporal de 24 homens com IMC entre 25-31 kg/m2, através de calorimetria indireta e de ressonância magnética nuclear, verificou que o consumo de uma dieta rica em TCM durante 28 dias reduz a gordura abdominal em homens, possivelmente devido ao aumento do gasto energético, somado a um efeito sacietógeno. Um trabalho recente conduzido no Centro de Pesquisa de Obesidade e na Universidade de Columbia, em Nova York, avaliou a perda de peso corporal e a redução da massa gorda total e abdominal em 49 indivíduos submetidos a um programa alimentar de redução de peso, que consumiram azeite de oliva ou TCM, como parte de suas dietas. O consumo de TCM resultou em maior perda de peso e maior redução de gordura em relação ao azeite de oliva. Hormônios incluindo a colecistoquinina, peptídeo YY, peptídeo inibitório intestinal, neurotensina e polipeptídeo pancreático, têm sido propostos como agentes atuantes nos mecanismos pelos quais os TCM induzem à saciedade. Uma pesquisa realizada por Guo e colaboradores verificou que culturas de adipócitos tratados com ácido caprílico obtiveram uma inativação do PPAR- (receptor gama ativado por proliferador de peroxissomos) o que pode contribuir para a downregulation de genes lipogênicos dos adipócitos. Alguns autores também propõem que a administração de TCM possa modular a ação da grelina, indicando um outro efeito metabólico importante no combate à redução de peso corporal. A quantidade de TCM empregada nesses estudos varia desde 10g/dia até 48g/dia.
O óleo de coco virgem pode ser utilizado como tempero de saladas, adicionado a “shakes”, misturado em granola, iogurte, salada de frutas, etc. Pode também substituir os outros óleos utilizados na cozinha ou ser empregado em qualquer outro preparo culinário idealizado pelo consumidor. Pode-se também, tomar direto da colher, após as refeições.
Idealmente, o óleo de coco deve ser comprovadamente virgem e preferencialmente orgânico. O termo “óleo de coco virgem” é utilizado pela Comunidade do Coco da Ásia e do Pacífico (APCC) e pela Autoridade Filipina do Coco, órgão do Ministério da Agricultura das Filipinas.
EFEITOS TERMOGÊNICOS:
Os benefícios associados ao consumo do “óleo de coco” são reconhecidos e valorizados pela Medicina Ayurveda na Índia há quase três mil anos. Em sânscrito, o coqueiro é chamado de “kalpa vriksha”, que significa “árvore que fornece tudo que é necessário para a vida”.
O óleo de coco é comumente dividido em duas amplas categorias: refinado e virgem. O óleo refinado é tipicamente obtido do coco seco, chamado de copra. O óleo de coco virgem é obtido a partir de cocos frescos. Como elevadas temperaturas e solventes químicos não são empregados, o óleo virgem mantém seus fitoquímicos naturais, responsáveis pelos seus suaves sabor e aroma. Estudos recentes realizados em animais, conduzidos na Índia, comparando óleo de copra (refinado) com óleo de coco virgem, demonstraram que os animais que utilizaram óleo virgem apresentaram efeitos benéficos significantemente superiores ao do óleo de copra nos seguintes parâmetros:
• Redução dos níveis de colesterol total, fosfolipídeos e LDL-c;
• Aumento nos níveis tissulares e séricos de HDL-c;
• Efeito antitrombótico, avaliado através de dosagens de fibrina, fibrinogênio, fator V, 6-ketoPGF1α e tempo de protrombina;
• Ação antioxidante: o óleo de coco virgem promoveu redução da peroxidação lipídica tanto in vitro como in vivo.
Os autores concluíram que os antioxidantes presentes no óleo de coco virgem foram responsáveis pelas diferenças obtidas.
Propriedades Termogênicas
Em média, 2/3 dos ácidos graxos do óleo de coco são triglicerídeos de cadeia média (TCM). Após absorção intestinal, os TCM são transportados diretamente para o fígado, através do sistema porta, onde são beta-oxidados aumentando a termogênese pós-prandial8.
Um estudo realizado na Escola de Nutrição e Dietética Universidade de McGill, no Canadá, que avaliou o gasto energético e a composição corporal de 24 homens com IMC entre 25-31 kg/m2, através de calorimetria indireta e de ressonância magnética nuclear, verificou que o consumo de uma dieta rica em TCM durante 28 dias reduz a gordura abdominal em homens, possivelmente devido ao aumento do gasto energético, somado a um efeito sacietógeno. Um trabalho recente conduzido no Centro de Pesquisa de Obesidade e na Universidade de Columbia, em Nova York, avaliou a perda de peso corporal e a redução da massa gorda total e abdominal em 49 indivíduos submetidos a um programa alimentar de redução de peso, que consumiram azeite de oliva ou TCM, como parte de suas dietas. O consumo de TCM resultou em maior perda de peso e maior redução de gordura em relação ao azeite de oliva. Hormônios incluindo a colecistoquinina, peptídeo YY, peptídeo inibitório intestinal, neurotensina e polipeptídeo pancreático, têm sido propostos como agentes atuantes nos mecanismos pelos quais os TCM induzem à saciedade. Uma pesquisa realizada por Guo e colaboradores verificou que culturas de adipócitos tratados com ácido caprílico obtiveram uma inativação do PPAR- (receptor gama ativado por proliferador de peroxissomos) o que pode contribuir para a downregulation de genes lipogênicos dos adipócitos. Alguns autores também propõem que a administração de TCM possa modular a ação da grelina, indicando um outro efeito metabólico importante no combate à redução de peso corporal. A quantidade de TCM empregada nesses estudos varia desde 10g/dia até 48g/dia.
O óleo de coco virgem pode ser utilizado como tempero de saladas, adicionado a “shakes”, misturado em granola, iogurte, salada de frutas, etc. Pode também substituir os outros óleos utilizados na cozinha ou ser empregado em qualquer outro preparo culinário idealizado pelo consumidor. Pode-se também, tomar direto da colher, após as refeições.
Idealmente, o óleo de coco deve ser comprovadamente virgem e preferencialmente orgânico. O termo “óleo de coco virgem” é utilizado pela Comunidade do Coco da Ásia e do Pacífico (APCC) e pela Autoridade Filipina do Coco, órgão do Ministério da Agricultura das Filipinas.
MEDICINA ORTOMOLECULAR
MEDICINA ORTOMOLECULAR
Você já ouviu falar em medicina ortomolecular, lê notícias de estrelas da TV que não dispensam suas cápsulas de vitaminas e minerais, mas não sabe como isso tudo pode ajudá-la a se livrar daqueles quilinhos a mais?
A gente explica: a idéia básica dessa corrente da medicina é que a saúde depende, em grande parte, de suprir o organismo com quantidades de vitaminas e minerais de que ele precisa para funcionar perfeitamente.
Por isso, comer direito é básico e faz parte de qualquer tratamento.
“A alimentação tem grande influência na saúde geral, no comportamento e no funcionamento do cérebro”, defende Eduardo Almeida, especialista na área e professor da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro (RJ).
Ele nos conta como o psiquiatra norte-americano Abraham Hoffer, um dos pais da teoria ortomolecular, descobriu que esquizofrênicos sofriam de uma carência de vitaminas do complexo B e, hoje, com a suplementação, atinge excelentes índices de controle da doença.
A partir de constatações como essa, muitos médicos começaram a receitar suplementos de vitaminas e minerais como um recurso para prevenir e combater diversos males.
Esses nutrientes neutralizam os temidos radicais livres, moléculas produzidas no organismo, que, em excesso, abrem caminho para o envelhecimento e doenças degenerativas.
Quando nossa dieta excede ferro, cromo e zinco, por exemplo, esses minerais se aliam aos radicais livres e de mocinhos se transformam em vilões.
“Ocorre, então, um processo parecido com a ferrugem, que interfere no funcionamento de diversos órgãos e gera disfunções como obesidade, síndrome do pânico, pressão alta, celulite, falta de disposição, osteoporose ou mal de Alzheimer”, diz Fátima Furtado, clínica geral especialista em nutrição ortomolecular, do Rio de Janeiro.
Um dos órgãos mais afetados pelo excesso de metais é a tireóide.
“A contaminação faz com que essa glâncula trabalhe mais devagar, retardando o metabolismo e contribuindo para o aumento de peso”, diz Eduardo.
Comer direito, a receita ortomolecular para evitar a “ferrugem”, não é nada complicado e combina com você. Ficar firme em uma dieta rica em frutas, vegetais, carnes magras e grãos integrais é o caminho e perder peso vem como conseqüência desse jeito de se alimentar.
“Um cardápio equilibrado, com todos esses elementos, garante o bom funcionamento do organismo e, quando o corpo está em equilíbrio, o risco de engordar é menor.
Tem mais: nutrientes na dose certa deixam o metabolismo tinindo, queimando mais calorias”, diz Fátima.
Veja a seguir a lista de ouro dos médicos ortomoleculares e faça desses alimentos seus superaliados.
Coma sempre, coma mais:
alimentos integrais
Pão, arroz, cereais e farinha integrais são ótimas fontes de vitaminas e minerais e ricos em fibras, que melhoram o funcionamento do intestino e diminuem a absorção de gorduras.
Outra vantagem: esses carboidratos são digeridos mais lentamente que os refinados e, por isso, não causam o aumento dos níveis de insulina no sangue.
“O hormônio está relacionado ao armazenamento de calorias”, explica o médico Paulo de Tarso Lima.
Alimentos ricos em carboidratos refinados (como pão francês, arroz branco, macarrão, bolo e biscoito) são de fácil digestão, aumentam a liberação de insulina e o armazenamento de glicose na forma de gordura.
peixes e frutos do mar
São boas fontes de iodo, que melhora o funcionamento da tireóide, e de ômega 3 (principalmente sardinha, atum e salmão), que diminui os riscos de problemas no coração.
abacate
Considerado um vilão das dietas de perda de peso, a fruta é recomendada pelos médicos ortomoleculares.
“Tem ômega 3, gordura que faz bem para o coração, muitas vitaminas e minerais”, diz a médica ortomolecular Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro (RJ).
frutas vermelhas
Amora, framboesa e morango são ricos em bioflavonóides, substâncias que combatem os radicais livres.
“Ainda melhoram o funcionamento do sistema cardiovascular, das articulações e deixam pele e cabelo mais bonitos”, diz Tamara.
frutas secas
A versão desidratada do figo, damasco, maçã, abacaxi, banana, uva ou tâmara é excelente opção para diminuir a vontade por doces.
“Além do sabor mais adocicado, têm a vantagem de ter os mesmos nutrientes — vitaminas, minerais e fibras — das frutas frescas”, diz Tamara.
Você pode misturá-las com iogurte (1 colher de sopa de passas, por exemplo) ou comê-las puras.
Veja a porção ideal para um lanche: 4 fatias de maçã (4 tâmaras ou 6 damascos) e 2 figos (2 bananas ou 2 fatias de abacaxi).
frutas oleaginosas e sementes
Noz, castanha, avelã, amêndoa, semente de abóbora e de girassol são perfeitas para o lanche da tarde.
Contêm gordura poliinsaturada, que baixa o colesterol ruim e aumenta o bom, selênio, que estimula o funcionamento da tireóide e é excelente antioxidante, e potássio, que melhora a contração muscular, importante para quem malha.
Além disso, as gorduras dão saciedade — você come pouco (um punhado das frutas ou uma colher de sopa cheia das sementes) e já fica satisfeita.
frango ou peru caipira
Não é fácil achar, mas essas são as melhores opções de carne, segundo a nutrição ortomolecular, pois têm menos gorduras e são menos tóxicas (as aves não recebem antibióticos ou rações com hormônios).
Nos principais supermercados das cidades grandes você já encontra cortes de frango criados sem antibióticos.
Eles custam mais caro, sim, mas vale a pena investir na sua saúde.
ovo caipira
Já reparou com a gema do ovo caipira é bem amarelinha?
Isso acontece porque a galinha criada solta, com pouca ração, põe um ovo mais rico em carotenóides, que têm poder anti-radicais livres.
Outra vantagem: o ovo é pouco calórico (tem cerca de 80 calorias) e contém muita proteína.
“Ao contrário do que se acredita, ele não faz mal para o coração, pois tem colina, que impede que o colesterol prejudique o organismo”, explica Tamara.
Segundo a médica, você pode comer até quatro ovos por semana (sem fritar, para não encharcá-lo de gordura).
A colina tem outro benefício: é um precursor da acetilcolina, neurotransmissor cerebral que melhora a memória e a aguça inteligência.
vegetais verde-escuros
Ótimas fontes de vitaminas e minerais, têm muitas fibras e poucas calorias.
Para consumir nutrientes bem variados, diversifique sua alimentação incluindo rúcula, almeirão, escarola, couve, agrião, bertália, folhas de beterraba e espinafre — além da alface de todo dia.
coco
Sabe aquele coco seco, que está à venda no supermercado? Pois ele é ótimo para quem quer emagrecer.
“O coco estimula a tireóide e tem muitas fibras, que melhoram o funcionamento do intestino”, conta Tamara.
Com gordura de boa qualidade, a fruta dá saciedade sem prejudicar o coração e é riquíssima em vitaminas, minerais e aminoácidos. Divida o coco em oito partes, guarde na geladeira e coma uma por dia.
Procure um médico ou nutricionista para adequar a dieta ás reais necessidades do seu organismo e ao seu estilo de vida.
Fonte: Revista Boa Forma
Você já ouviu falar em medicina ortomolecular, lê notícias de estrelas da TV que não dispensam suas cápsulas de vitaminas e minerais, mas não sabe como isso tudo pode ajudá-la a se livrar daqueles quilinhos a mais?
A gente explica: a idéia básica dessa corrente da medicina é que a saúde depende, em grande parte, de suprir o organismo com quantidades de vitaminas e minerais de que ele precisa para funcionar perfeitamente.
Por isso, comer direito é básico e faz parte de qualquer tratamento.
“A alimentação tem grande influência na saúde geral, no comportamento e no funcionamento do cérebro”, defende Eduardo Almeida, especialista na área e professor da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro (RJ).
Ele nos conta como o psiquiatra norte-americano Abraham Hoffer, um dos pais da teoria ortomolecular, descobriu que esquizofrênicos sofriam de uma carência de vitaminas do complexo B e, hoje, com a suplementação, atinge excelentes índices de controle da doença.
A partir de constatações como essa, muitos médicos começaram a receitar suplementos de vitaminas e minerais como um recurso para prevenir e combater diversos males.
Esses nutrientes neutralizam os temidos radicais livres, moléculas produzidas no organismo, que, em excesso, abrem caminho para o envelhecimento e doenças degenerativas.
Quando nossa dieta excede ferro, cromo e zinco, por exemplo, esses minerais se aliam aos radicais livres e de mocinhos se transformam em vilões.
“Ocorre, então, um processo parecido com a ferrugem, que interfere no funcionamento de diversos órgãos e gera disfunções como obesidade, síndrome do pânico, pressão alta, celulite, falta de disposição, osteoporose ou mal de Alzheimer”, diz Fátima Furtado, clínica geral especialista em nutrição ortomolecular, do Rio de Janeiro.
Um dos órgãos mais afetados pelo excesso de metais é a tireóide.
“A contaminação faz com que essa glâncula trabalhe mais devagar, retardando o metabolismo e contribuindo para o aumento de peso”, diz Eduardo.
Comer direito, a receita ortomolecular para evitar a “ferrugem”, não é nada complicado e combina com você. Ficar firme em uma dieta rica em frutas, vegetais, carnes magras e grãos integrais é o caminho e perder peso vem como conseqüência desse jeito de se alimentar.
“Um cardápio equilibrado, com todos esses elementos, garante o bom funcionamento do organismo e, quando o corpo está em equilíbrio, o risco de engordar é menor.
Tem mais: nutrientes na dose certa deixam o metabolismo tinindo, queimando mais calorias”, diz Fátima.
Veja a seguir a lista de ouro dos médicos ortomoleculares e faça desses alimentos seus superaliados.
Coma sempre, coma mais:
alimentos integrais
Pão, arroz, cereais e farinha integrais são ótimas fontes de vitaminas e minerais e ricos em fibras, que melhoram o funcionamento do intestino e diminuem a absorção de gorduras.
Outra vantagem: esses carboidratos são digeridos mais lentamente que os refinados e, por isso, não causam o aumento dos níveis de insulina no sangue.
“O hormônio está relacionado ao armazenamento de calorias”, explica o médico Paulo de Tarso Lima.
Alimentos ricos em carboidratos refinados (como pão francês, arroz branco, macarrão, bolo e biscoito) são de fácil digestão, aumentam a liberação de insulina e o armazenamento de glicose na forma de gordura.
peixes e frutos do mar
São boas fontes de iodo, que melhora o funcionamento da tireóide, e de ômega 3 (principalmente sardinha, atum e salmão), que diminui os riscos de problemas no coração.
abacate
Considerado um vilão das dietas de perda de peso, a fruta é recomendada pelos médicos ortomoleculares.
“Tem ômega 3, gordura que faz bem para o coração, muitas vitaminas e minerais”, diz a médica ortomolecular Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro (RJ).
frutas vermelhas
Amora, framboesa e morango são ricos em bioflavonóides, substâncias que combatem os radicais livres.
“Ainda melhoram o funcionamento do sistema cardiovascular, das articulações e deixam pele e cabelo mais bonitos”, diz Tamara.
frutas secas
A versão desidratada do figo, damasco, maçã, abacaxi, banana, uva ou tâmara é excelente opção para diminuir a vontade por doces.
“Além do sabor mais adocicado, têm a vantagem de ter os mesmos nutrientes — vitaminas, minerais e fibras — das frutas frescas”, diz Tamara.
Você pode misturá-las com iogurte (1 colher de sopa de passas, por exemplo) ou comê-las puras.
Veja a porção ideal para um lanche: 4 fatias de maçã (4 tâmaras ou 6 damascos) e 2 figos (2 bananas ou 2 fatias de abacaxi).
frutas oleaginosas e sementes
Noz, castanha, avelã, amêndoa, semente de abóbora e de girassol são perfeitas para o lanche da tarde.
Contêm gordura poliinsaturada, que baixa o colesterol ruim e aumenta o bom, selênio, que estimula o funcionamento da tireóide e é excelente antioxidante, e potássio, que melhora a contração muscular, importante para quem malha.
Além disso, as gorduras dão saciedade — você come pouco (um punhado das frutas ou uma colher de sopa cheia das sementes) e já fica satisfeita.
frango ou peru caipira
Não é fácil achar, mas essas são as melhores opções de carne, segundo a nutrição ortomolecular, pois têm menos gorduras e são menos tóxicas (as aves não recebem antibióticos ou rações com hormônios).
Nos principais supermercados das cidades grandes você já encontra cortes de frango criados sem antibióticos.
Eles custam mais caro, sim, mas vale a pena investir na sua saúde.
ovo caipira
Já reparou com a gema do ovo caipira é bem amarelinha?
Isso acontece porque a galinha criada solta, com pouca ração, põe um ovo mais rico em carotenóides, que têm poder anti-radicais livres.
Outra vantagem: o ovo é pouco calórico (tem cerca de 80 calorias) e contém muita proteína.
“Ao contrário do que se acredita, ele não faz mal para o coração, pois tem colina, que impede que o colesterol prejudique o organismo”, explica Tamara.
Segundo a médica, você pode comer até quatro ovos por semana (sem fritar, para não encharcá-lo de gordura).
A colina tem outro benefício: é um precursor da acetilcolina, neurotransmissor cerebral que melhora a memória e a aguça inteligência.
vegetais verde-escuros
Ótimas fontes de vitaminas e minerais, têm muitas fibras e poucas calorias.
Para consumir nutrientes bem variados, diversifique sua alimentação incluindo rúcula, almeirão, escarola, couve, agrião, bertália, folhas de beterraba e espinafre — além da alface de todo dia.
coco
Sabe aquele coco seco, que está à venda no supermercado? Pois ele é ótimo para quem quer emagrecer.
“O coco estimula a tireóide e tem muitas fibras, que melhoram o funcionamento do intestino”, conta Tamara.
Com gordura de boa qualidade, a fruta dá saciedade sem prejudicar o coração e é riquíssima em vitaminas, minerais e aminoácidos. Divida o coco em oito partes, guarde na geladeira e coma uma por dia.
Procure um médico ou nutricionista para adequar a dieta ás reais necessidades do seu organismo e ao seu estilo de vida.
Fonte: Revista Boa Forma
o médico ortomolecular deve estar apto a
Na estratégia Ortomolecular o médico deve estar apto a :
1- Descobrir quais nutrientes essenciais estão em déficit ;
2- Se existe metais tóxicos no organismo;
3- Como está funcionando o sistema endócrino;
4- Como estão os sistemas de excreção : intestinos, fígado e rins, e
5- Se existe intolerância ou alergia alimentar.
O primeiro desafio do Médico junto ao paciente é descobrir quais os nutrientes que estão faltando e o segundo desafio é descobrir se estão presentes elementos estranhos ao meio interno e ás células. Muitas vezes a correção dos desvios encontrados é o suficiente para proporcionarmos o necessário equilíbrio metabólico/energético requerido para retornar novamente o paciente ao estado de saúde.
Esta primeira abordagem da Medicina Ortomolecular constitui-se nos rudimentos, na parte geral comum a todas as especialidades médicas. A sua aplicação aumenta a eficácia dos tratamentos convencionais ou complementares. O pensamento lógico, comprovado por inúmeros trabalhos científicos é simples: devemos introduzir nas células e no meio interno os elementos químicos que porventura estejam faltando e retirar os elementos em excesso, geralmente estranhos ao organismo. É fácil compreender que um organismo sem deficiências e sem substâncias a ele estranhas reagirá muito melhor a qualquer tipo de tratamento. E muito mais que isso: se o organismo estiver saudável, ele estará em melhores condições de assim continuar, pois todos os seus mecanismos de defesa estarão em condições ideais de funcionamento.
Todas as células do corpo produzem energia com a finalidade de fabricar vários tipos de moléculas necessárias para o seu bom funcionamento. Das centenas de substâncias que entram neste processo todas são sintetizadas pelo organismo, exceto cerca de 47 delas. Estas substâncias são chamadas de "Nutrientes Essenciais" e portanto o organismo deve recebê-las já prontas do meio externo. Isto quer dizer que necessitamos de um aporte nutricional adequado, em elementos essenciais, e não é difícil compreender que a falta de um ou mais desses elementos prejudicará o funcionamento das células e, conseqüentemente do organismo como um todo.
Os 47 nutrientes essenciais que devem ser recebidos do meio externo:
Além da Água e do Oxigênio:
Aminoácidos:
1-Histidina
2-Leucina
3-Isoleucina
4-Valina
5-Lisina
6-Metionina
7-Fenilalanina
8-Treonina
9-Triptofano
Ácido Graxo essencial:
10-Ácido linoleico
Vitaminas:
11-Tiamina (B1)
12-Riboflavina (B2)
13-Niacina (B3)
14-Piridoxina (B6)
15-Ácido fólico (B9)
16-Cobalamina (B12)
17-Ácido pantotênico
18-Biotina
19-Ácido para-amino-benzóico (PABA)
20-Inositol
21-Colina
22-Ácido ascórbico (C)
23-Retinol (A)
24-Calciferol (D)
25-Alfa tocoferol (E)
26-Menadiona (K)
Sais minerais:
27-Sódio
28-Potássio
29-Cálcio
30-Fósforo
31-Magnésio
32-Manganês
33-Ferro
34-Cobre
35-Zinco
36 - Selênio
37 - Cromo
38- Iodo
39 - Enxofre
40 - Lítio
41 - Boro
42 - Flúor
43- Vanádio
44- Molibdênio
45-Ácido lipóico
46-Taurina
47-Bioflavonóides (rutina, hesperidina, quercetina)
O papel das vitaminas, aminoácidos, ácidos graxos, enzimas e minerais, na terapêutica tem sido revistos, graças aos estudos estimulados pelo uso dessas substâncias na prática clínica e descobertas da pesquisa básica. Mas como saber o que está faltando no organismo? Uma anamnese completa (história do paciente bem colhida), exame físico, a alguns exames, como por exemplo, o Mineralograma, (exame do fio do cabelo), que nos mostrará os minerais essenciais, que nosso organismo utiliza no metabolismo de várias substâncias, como enzimas, hormônios, etc, e também detecta metais tóxicos que não deveriam encontrar-se no organismo e necessitam ser retirados.
Desta forma, a Estratégia Ortomolecular é um enfoque médico, direcionado para a prevenção de doenças, mantendo-se a saúde, entendendo-se como bem-estar físico-mental, social e emocional e não meramente a ausência de doença ou enfermidade.
Neste enfoque valorizamos mudanças de hábitos que vão diminuir o excesso de Radicais livres, tais como: evitar exposições prolongadas ao sol, eliminar o fumo, reduzir o consumo de gorduras e eliminar frituras, neutralizar o stress cotidiano (melhor filosofia de vida, relaxamento, atividade física constante e adequada, alimentação saudável).
As deficiências de nutrientes essenciais, tão freqüentes hoje, coincide com o alarmante aumento de várias doenças como: hipoglicemia funcional, depressão, astenia, hiperatividade, infecções de repetição, etc, incluindo as doenças degenerativas: aterosclerose, câncer e artropatias, as quais não mais estão se limitando à idade.
Na época que Casimir Funk (Polônia, 1884-1967) cunhou a palavra Vitamina, as deficiências dessas substâncias eram intensas e provocavam doenças bem definidas, com quadros clínicos completos e facilmente identificáveis como o escorbuto, a pelagra e o beribéri. Hoje o que habitualmente encontramos são deficiências vitamínicas parciais e portanto as expressões clínicas são incompletas e de difícil diagnóstico para o profissional não atento. E não estamos nos referindo ás camadas de baixa renda, e sim às pessoas de classe média ou alta . A maioria desses indivíduos se alimentam bem e se nutrem mal. Possuem quantidade, mas não qualidade.
A indústria alimentícia e as agro indústrias expoliam os alimentos de diversos tipos de nutrientes ao lado de a eles adicionarem metais e substâncias estranhas. A colheita, o armazenamento e o transporte de legumes, verduras e frutas nas condições atuais, reduzem drasticamente a quantidade de vitaminas e sais minerais neles contidos. Por outro lado e agravando a situação, está a pobreza do nosso solo em vários micronutrientes tais como: selênio, cromo, zinco, cobalto, manganês, etc.
Tudo isso vem ocorrendo após a era industrial, onde o organismo vem sendo submetido às substâncias alienígenas como conservantes, acidulantes, estabilizantes, edulcorantes, antioxidantes sintéticos, agrotóxicos e, particularmente a diversos tipos de metais como o chumbo, o Cádmio, o mercúrio, o alumínio , acrescido da má qualidade dos alimentos ingeridos.
Numa rápida avaliação, nos Estados Unidos, uma das nações mais evoluídas do mundo, 40% da população sofrem de doenças degenerativas, mais de 50% possuem algum problema cardiovascular, enquanto 15 milhões têm artritismo, não se esquecendo de lembrar os altíssimos índices de consumo de tranqüilizantes, analgésicos e outras drogas, sem falar na alta incidência de obesidade, stress e envelhecimento precoce, chegando a conclusão que as causas desses problemas não se encontram ligadas com a riqueza de uma nação, mas sim com as agressões químicas que as pessoas sofrem diariamente.
Essas agressões podem vir sob a forma de analgésicos, tranqüilizantes, agrotóxicos e aditivos químicos na alimentação, poluição ambiental e os metais pesados e tóxicos que irão produzir os Radicais Livres no organismo, desencadeando as doenças, inclusive a diminuição da imunidade e aumento da incidência do câncer.
Pode-se até afirmar que a correção do equilíbrio químico do organismo leva a uma redução da incidência do stress, de doenças cardiovasculares, mentais e metabólicas, assim como o processo de envelhecimento.
1- Descobrir quais nutrientes essenciais estão em déficit ;
2- Se existe metais tóxicos no organismo;
3- Como está funcionando o sistema endócrino;
4- Como estão os sistemas de excreção : intestinos, fígado e rins, e
5- Se existe intolerância ou alergia alimentar.
O primeiro desafio do Médico junto ao paciente é descobrir quais os nutrientes que estão faltando e o segundo desafio é descobrir se estão presentes elementos estranhos ao meio interno e ás células. Muitas vezes a correção dos desvios encontrados é o suficiente para proporcionarmos o necessário equilíbrio metabólico/energético requerido para retornar novamente o paciente ao estado de saúde.
Esta primeira abordagem da Medicina Ortomolecular constitui-se nos rudimentos, na parte geral comum a todas as especialidades médicas. A sua aplicação aumenta a eficácia dos tratamentos convencionais ou complementares. O pensamento lógico, comprovado por inúmeros trabalhos científicos é simples: devemos introduzir nas células e no meio interno os elementos químicos que porventura estejam faltando e retirar os elementos em excesso, geralmente estranhos ao organismo. É fácil compreender que um organismo sem deficiências e sem substâncias a ele estranhas reagirá muito melhor a qualquer tipo de tratamento. E muito mais que isso: se o organismo estiver saudável, ele estará em melhores condições de assim continuar, pois todos os seus mecanismos de defesa estarão em condições ideais de funcionamento.
Todas as células do corpo produzem energia com a finalidade de fabricar vários tipos de moléculas necessárias para o seu bom funcionamento. Das centenas de substâncias que entram neste processo todas são sintetizadas pelo organismo, exceto cerca de 47 delas. Estas substâncias são chamadas de "Nutrientes Essenciais" e portanto o organismo deve recebê-las já prontas do meio externo. Isto quer dizer que necessitamos de um aporte nutricional adequado, em elementos essenciais, e não é difícil compreender que a falta de um ou mais desses elementos prejudicará o funcionamento das células e, conseqüentemente do organismo como um todo.
Os 47 nutrientes essenciais que devem ser recebidos do meio externo:
Além da Água e do Oxigênio:
Aminoácidos:
1-Histidina
2-Leucina
3-Isoleucina
4-Valina
5-Lisina
6-Metionina
7-Fenilalanina
8-Treonina
9-Triptofano
Ácido Graxo essencial:
10-Ácido linoleico
Vitaminas:
11-Tiamina (B1)
12-Riboflavina (B2)
13-Niacina (B3)
14-Piridoxina (B6)
15-Ácido fólico (B9)
16-Cobalamina (B12)
17-Ácido pantotênico
18-Biotina
19-Ácido para-amino-benzóico (PABA)
20-Inositol
21-Colina
22-Ácido ascórbico (C)
23-Retinol (A)
24-Calciferol (D)
25-Alfa tocoferol (E)
26-Menadiona (K)
Sais minerais:
27-Sódio
28-Potássio
29-Cálcio
30-Fósforo
31-Magnésio
32-Manganês
33-Ferro
34-Cobre
35-Zinco
36 - Selênio
37 - Cromo
38- Iodo
39 - Enxofre
40 - Lítio
41 - Boro
42 - Flúor
43- Vanádio
44- Molibdênio
45-Ácido lipóico
46-Taurina
47-Bioflavonóides (rutina, hesperidina, quercetina)
O papel das vitaminas, aminoácidos, ácidos graxos, enzimas e minerais, na terapêutica tem sido revistos, graças aos estudos estimulados pelo uso dessas substâncias na prática clínica e descobertas da pesquisa básica. Mas como saber o que está faltando no organismo? Uma anamnese completa (história do paciente bem colhida), exame físico, a alguns exames, como por exemplo, o Mineralograma, (exame do fio do cabelo), que nos mostrará os minerais essenciais, que nosso organismo utiliza no metabolismo de várias substâncias, como enzimas, hormônios, etc, e também detecta metais tóxicos que não deveriam encontrar-se no organismo e necessitam ser retirados.
Desta forma, a Estratégia Ortomolecular é um enfoque médico, direcionado para a prevenção de doenças, mantendo-se a saúde, entendendo-se como bem-estar físico-mental, social e emocional e não meramente a ausência de doença ou enfermidade.
Neste enfoque valorizamos mudanças de hábitos que vão diminuir o excesso de Radicais livres, tais como: evitar exposições prolongadas ao sol, eliminar o fumo, reduzir o consumo de gorduras e eliminar frituras, neutralizar o stress cotidiano (melhor filosofia de vida, relaxamento, atividade física constante e adequada, alimentação saudável).
As deficiências de nutrientes essenciais, tão freqüentes hoje, coincide com o alarmante aumento de várias doenças como: hipoglicemia funcional, depressão, astenia, hiperatividade, infecções de repetição, etc, incluindo as doenças degenerativas: aterosclerose, câncer e artropatias, as quais não mais estão se limitando à idade.
Na época que Casimir Funk (Polônia, 1884-1967) cunhou a palavra Vitamina, as deficiências dessas substâncias eram intensas e provocavam doenças bem definidas, com quadros clínicos completos e facilmente identificáveis como o escorbuto, a pelagra e o beribéri. Hoje o que habitualmente encontramos são deficiências vitamínicas parciais e portanto as expressões clínicas são incompletas e de difícil diagnóstico para o profissional não atento. E não estamos nos referindo ás camadas de baixa renda, e sim às pessoas de classe média ou alta . A maioria desses indivíduos se alimentam bem e se nutrem mal. Possuem quantidade, mas não qualidade.
A indústria alimentícia e as agro indústrias expoliam os alimentos de diversos tipos de nutrientes ao lado de a eles adicionarem metais e substâncias estranhas. A colheita, o armazenamento e o transporte de legumes, verduras e frutas nas condições atuais, reduzem drasticamente a quantidade de vitaminas e sais minerais neles contidos. Por outro lado e agravando a situação, está a pobreza do nosso solo em vários micronutrientes tais como: selênio, cromo, zinco, cobalto, manganês, etc.
Tudo isso vem ocorrendo após a era industrial, onde o organismo vem sendo submetido às substâncias alienígenas como conservantes, acidulantes, estabilizantes, edulcorantes, antioxidantes sintéticos, agrotóxicos e, particularmente a diversos tipos de metais como o chumbo, o Cádmio, o mercúrio, o alumínio , acrescido da má qualidade dos alimentos ingeridos.
Numa rápida avaliação, nos Estados Unidos, uma das nações mais evoluídas do mundo, 40% da população sofrem de doenças degenerativas, mais de 50% possuem algum problema cardiovascular, enquanto 15 milhões têm artritismo, não se esquecendo de lembrar os altíssimos índices de consumo de tranqüilizantes, analgésicos e outras drogas, sem falar na alta incidência de obesidade, stress e envelhecimento precoce, chegando a conclusão que as causas desses problemas não se encontram ligadas com a riqueza de uma nação, mas sim com as agressões químicas que as pessoas sofrem diariamente.
Essas agressões podem vir sob a forma de analgésicos, tranqüilizantes, agrotóxicos e aditivos químicos na alimentação, poluição ambiental e os metais pesados e tóxicos que irão produzir os Radicais Livres no organismo, desencadeando as doenças, inclusive a diminuição da imunidade e aumento da incidência do câncer.
Pode-se até afirmar que a correção do equilíbrio químico do organismo leva a uma redução da incidência do stress, de doenças cardiovasculares, mentais e metabólicas, assim como o processo de envelhecimento.
Alimentos que influenciam no humor
Alimentos que influenciam no humor
A alimentação tem total influência sobre nosso humor. A serotonina é o neurotransmissor que mais exerce influência sobre o nosso estado de ânimo. Responsável pela sensação geral de bem-estar melhora o humor, a qualidade do sono e alivia enxaquecas.
Estudos científicos comprovam que pessoas com baixos níveis de serotonina tendem a ser mais deprimidas, negativas e compulsivas na ingestão de alimentos como doces e chocolates (sinal claro de ansiedade).
Os níveis cerebrais de serotonina é um indicativo de como é importante a relação entre os alimentos e o nosso equilíbrio emocional. Eles estão diretamente ligados à ingestão de alimentos ricos em triptofano - um aminoácido que potencializa a produção de serotonina. O triptofano é encontrado, principalmente, em carnes magras, peixes, peru, leite e iogurtes desnatados, queijos brancos, nozes e leguminosas.
Além da serotonina, uma série de outras substâncias essenciais para o equilíbrio do coquetel químico que controla o nosso humor dependem de tipos específicos de alimentos.
Veja abaixo alguns grupos alimentares e nutrientes essenciais para gerar e manter esse equilíbrio químico-emocional:
B1 (Tiamina) - Facilita a absorção de oxigênio pelo cérebro, além de auxiliar o funcionamento do Sistema Nervoso, possuindo um papel importante nas funções relacionadas com cognição e memória. Age também na produção de energia, no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas.
Alimentos indicados: gérmen de trigo, semente de girassol, levedo de cerveja, lentilha, soja, leite de soja, farinha de soja, milho verde, cereais integrais, pinhão e farinha de trigo integral.
B3 (Niacina) - Além de aumentar a habilidade dos glóbulos vermelhos de carregar oxigênio, atua na obtenção de energia e no metabolismo das proteínas, gorduras e carboidratos.
Alimentos indicados: atum, carnes, leite, ovos, levedo, arroz integral e cereal integral.
B6 (Piridoxina) - Essa vitamina é bastante indicada para amenizar alguns sintomas da TPM, como enjôo, dores de cabeça, irritabilidade, cólicas e dores nas mamas. A Piridoxina também é importante por fazer parte da produção dos neurotransmissores norepinefrina e serotonina.
Alimentos indicados: fígado, frango, atum, banana, cereais integrais, levedo de cerveja, arroz integral, cará, alho e sementes de gergelim.
B12 (Cobalamina) - Também é indicada para amenizar sintomas da TPM. É importante para o humor principalmente por ajudar no transporte de ácido fólico. Um nível considerável de pessoas com depressão apresentam carência de vitamina B12.
Alimentos indicados: leite e derivados, atum, carne bovina, salmão, ostras, ovos, alimentos industrializados fortificados.
Ácido Fólico - Juntamente com a Vitamina B12, atua na produção de neurotransmissores. Colabora na manutenção dos níveis de serotonina.
Alimentos recomendados: espinafre, feijão branco, aspargos, verduras de folhas escuras, couve de bruxelas, soja, laranja, melão, maçã.
Cálcio - Participa da transmissão de impulsos nervosos e contrações musculares. Além de regularizar a pressão arterial e os batimentos cardíacos.
Alimentos indicados: leite e iogurte desnatados, queijos magros, alimentos enriquecidos com cálcio.
Magnésio - Participa da manutenção da função cardíaca normal e da transmissão dos impulsos nervosos. Também atua na produção de energia.
Alimentos recomendados: soja e derivados (leite, suco, tofu), tomate, caju, peixes, espinafre, arroz integral, aveia e cereais fortificados, nozes e castanhas.
Selênio - Alguns estudos sugerem que este mineral antioxidante tem grande participação no estado de humor. Pessoas que têm carência de selênio seriam mais depressivas, irritadas e ansiosas.
Alimentos recomendados: castanha do Pará, nozes, amêndoas, atum, semente de girassol, trigo integral, peixes.
Vale lembrar que assim como cada um tem o seu humor, sua personalidade e o seu funcionamento orgânico individual, é importante a visita a um nutricionista para identificar as reais carências nutricionais.
No mais, fica a dica de que é fundamental usar o nosso privilégio de poder escolher a nossa alimentação para garantir outro privilégio: a alegria!
A alimentação tem total influência sobre nosso humor. A serotonina é o neurotransmissor que mais exerce influência sobre o nosso estado de ânimo. Responsável pela sensação geral de bem-estar melhora o humor, a qualidade do sono e alivia enxaquecas.
Estudos científicos comprovam que pessoas com baixos níveis de serotonina tendem a ser mais deprimidas, negativas e compulsivas na ingestão de alimentos como doces e chocolates (sinal claro de ansiedade).
Os níveis cerebrais de serotonina é um indicativo de como é importante a relação entre os alimentos e o nosso equilíbrio emocional. Eles estão diretamente ligados à ingestão de alimentos ricos em triptofano - um aminoácido que potencializa a produção de serotonina. O triptofano é encontrado, principalmente, em carnes magras, peixes, peru, leite e iogurtes desnatados, queijos brancos, nozes e leguminosas.
Além da serotonina, uma série de outras substâncias essenciais para o equilíbrio do coquetel químico que controla o nosso humor dependem de tipos específicos de alimentos.
Veja abaixo alguns grupos alimentares e nutrientes essenciais para gerar e manter esse equilíbrio químico-emocional:
B1 (Tiamina) - Facilita a absorção de oxigênio pelo cérebro, além de auxiliar o funcionamento do Sistema Nervoso, possuindo um papel importante nas funções relacionadas com cognição e memória. Age também na produção de energia, no metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas.
Alimentos indicados: gérmen de trigo, semente de girassol, levedo de cerveja, lentilha, soja, leite de soja, farinha de soja, milho verde, cereais integrais, pinhão e farinha de trigo integral.
B3 (Niacina) - Além de aumentar a habilidade dos glóbulos vermelhos de carregar oxigênio, atua na obtenção de energia e no metabolismo das proteínas, gorduras e carboidratos.
Alimentos indicados: atum, carnes, leite, ovos, levedo, arroz integral e cereal integral.
B6 (Piridoxina) - Essa vitamina é bastante indicada para amenizar alguns sintomas da TPM, como enjôo, dores de cabeça, irritabilidade, cólicas e dores nas mamas. A Piridoxina também é importante por fazer parte da produção dos neurotransmissores norepinefrina e serotonina.
Alimentos indicados: fígado, frango, atum, banana, cereais integrais, levedo de cerveja, arroz integral, cará, alho e sementes de gergelim.
B12 (Cobalamina) - Também é indicada para amenizar sintomas da TPM. É importante para o humor principalmente por ajudar no transporte de ácido fólico. Um nível considerável de pessoas com depressão apresentam carência de vitamina B12.
Alimentos indicados: leite e derivados, atum, carne bovina, salmão, ostras, ovos, alimentos industrializados fortificados.
Ácido Fólico - Juntamente com a Vitamina B12, atua na produção de neurotransmissores. Colabora na manutenção dos níveis de serotonina.
Alimentos recomendados: espinafre, feijão branco, aspargos, verduras de folhas escuras, couve de bruxelas, soja, laranja, melão, maçã.
Cálcio - Participa da transmissão de impulsos nervosos e contrações musculares. Além de regularizar a pressão arterial e os batimentos cardíacos.
Alimentos indicados: leite e iogurte desnatados, queijos magros, alimentos enriquecidos com cálcio.
Magnésio - Participa da manutenção da função cardíaca normal e da transmissão dos impulsos nervosos. Também atua na produção de energia.
Alimentos recomendados: soja e derivados (leite, suco, tofu), tomate, caju, peixes, espinafre, arroz integral, aveia e cereais fortificados, nozes e castanhas.
Selênio - Alguns estudos sugerem que este mineral antioxidante tem grande participação no estado de humor. Pessoas que têm carência de selênio seriam mais depressivas, irritadas e ansiosas.
Alimentos recomendados: castanha do Pará, nozes, amêndoas, atum, semente de girassol, trigo integral, peixes.
Vale lembrar que assim como cada um tem o seu humor, sua personalidade e o seu funcionamento orgânico individual, é importante a visita a um nutricionista para identificar as reais carências nutricionais.
No mais, fica a dica de que é fundamental usar o nosso privilégio de poder escolher a nossa alimentação para garantir outro privilégio: a alegria!
vendredi 16 septembre 2011
A saude brota Prf. Jaime Bruning.
Como misturar os alimentos
Combinação dos alimentos
O que não podemos misturar porque liga mal
O que liga bem e podemos misturar
Cereais: por cereais, entendemos todo tipo de grãos que contém amido, como o trigo, centeio, aveia, milho, arroz, cevada, sorgo, incluindo também seus derivados como a polenta, o pão, o macarrão.
Legumes ou leguminosos: são os alimentos que frutificam dentro das vagens, como a soja, feijões, ervilhas, favas, grão de bico, lentilhas, etc. São produtos ricos em proteínas.
Tubérculos feculentos: são as raízes e batatas que são produzidas dentro da terra, como o cará, inhame, mandioca ou aipim, mandioquinha, batata inglesa (batatinha), batata doce, etc.
Verduras: são todas as folhosas, isto é, todos os tipos de folhas que aproveitamos das hortas, por exemplo: alface, almeirão, chicória, couve, repolho, cebolinha, salsa, espinafre, aipo, agrião, etc.
Hortaliças: beterraba, cenoura, alho, chuchu, pepino, tomate, abóbora, moranga, palmito, quiabo, abobrinha, Etc.obs.: há autores que englobam a palavra hortaliças, tudo, não faz distinção entre verduras e hortaliças.
Oleaginosas: são produtos que contém óleo, do tipo noz, por isso se chamam oleaginosos. São oleaginosos: a castanha do Pará, amendoim, avelã, amêndoa, azeitona, pinhão, noz pecã e outras nozes, sementes de girassol, caju, sementes de abóbora, óleos comestíveis, etc.
Frutas: para melhor compreensão, são divididas em três grupos: frutas doces, semi-ácidas e ácidas.
a) Frutas doces: figo, banana, mamão, maça vermelha, tâmara, etc.
b) Frutas semi-ácidas: cereja, caju, caqui, goiaba, ameixa, maça, etc.
c) Frutas ácidas: laranjas, limão, tangerina, bergamota, jabuticaba, abacaxi, ananás, morango, romã, uva, pêssego, etc.
Obs.: há também divergências de um autor para outro quanto a essa classificação.
A melancia aconselha-se que seja comida sem mistura de com outra fruta ou alimento, por isso é chamada monofásica, isto é, que se come sozinha, sem mistura. O mesmo vale para melão.
Pesquisas mostram que 80% das pessoas escolhem o primeiro alimento que estiver na frente, por isso é bom colocarmos as frutas as vistas.
Combinação dos alimentos
Não podemos sem mais nem menos misturarmos todos os tipos de alimentos.
Há alimentos que não combinam bem na digestão, quando misturados em uma refeição. Disso poderá surgir fermentação demais no estomago, azias, indisposição, contaminação do sangue e até congestão.
Sobre o que não podemos misturar, cito e interpreto M. Lezaet.
O que não podemos misturar porque liga mal
Ovo, não combina com: mel, leite, queijo, frutas frescas ou seca.
Leite, não combina com: ovo, salada crua, hortaliças, tomates, frutas sumarentas, melancias, vinho, sal, limão, vinagre e frutas ácidas.
Mel, não combina com: hortaliças, azeitonas, oleaginosos, ovo, queijo, azeite e óleos.
Carnes, peixes, aves, não combinam com: frutas frescas e doces.
Limão e outras frutas ácidas e vinagre, não combinam com tomates, leite, castanhas, bananas, cereais, feculentos e legumes secos.
Frutas não combinam com: hortaliças, porque frutas têm açucares e ácidos; as hortaliças contêm sais minerais e fermentam demais.
Cereais não combinam com: feculentos em gerais. Por exemplo, pão com batata doce ou batata inglesa, provoca fermentações pútridas, porque um digere antes do outro.
Cereais e feculentos, não combinam com frutas com: frutas ácidas. Ex. laranjas com pão (que vem do cereal). Provoca fermentação ácida e prejudica o sangue.
Oleaginosa, azeite e óleos, não combinam com: frutas doces, mel e açucares, porque produzem fermentações alcoólicas, sobrecarregando o sangue de produtos nocivos.
Fruta doce, não combina muito bem com fruta ácida, porque provocam fermentações inconvenientes.
Também o mel com o pão pode criar azias, por causa da mistura de doce com amido que não é aconselhável e por causa do fermento do pão que não combina com mel.
O que liga bem e podemos misturar:
Frutas secas e mel, com: frutas frescas e doces.
Leite, queijo, ovos, com: cereais feculentos e legumes.
Cereais, com: hortaliças, raízes ou frutos doces ou oleaginosos.
Tubérculos Feculentos, farináceos, com: hortaliças e sumo de uva.
Legumes, com: hortaliças.
Pão, queijo, gema de ovo, nata, com: frutas frescas, doces em compotas.
Hortaliças, raízes e tomates, com: azeite, frutas oleaginosas e ovos.
Frutas doces, com: gema de ovo e pão.
Legumes, azeites e oleaginosas, com: tomates, abóboras, berinjela e saladas.
Azeite, hortaliças e raízes, com: ovos, batatas, cereais, ou legumes secos.
Bananas e frutas farináceas, com: leite, ovos, e frutas doces.
Hortaliças, com: cereais ou batatas doces.
Salada de folhas, talos ou raízes, com: azeite, cereais ou batatas doces.
Oleaginosas e azeitonas, com: cereais e hortaliças.
Queijo, melhor fresco, com: cereais, pão ou batata doce.
Ervilhas, feijões, lentilhas, grãos, com: hortaliças.
Cereais (trigo, milho, arroz, aveia, etc.), com frutas secas doces.
Ovos de preferência cozidos, com: toda espécie de vegetais.
Pão, melhor integral, com: frutas doces, hortaliças, leite, mel, ovos, azeite.”.
M. Lezaeta Acharan pág. 140.
Quando menos mistura se fizer, menor é a possibilidade de errar.
Esquema de combinações alimentares:
a) “Frutas combinam com cereais e oleaginosos.
b) Hortaliças e verduras combinam com cereais, com oleaginosos e com leguminosos.
c) Cereais combinam com oleaginosos (menor quantidade).
d) Cereais com leguminosos, desde que os leguminosos sejam em menor quantidade.
e) Os leguminosos formam uma refeição, se com hortaliças e verduras, (pois já são ricos em hidratos de carbono e proteínas.” VIVA NATURAL pág. 22 – Elisa Biazzi.
NÃO MISTURAR HORTALIÇAS COM FRUTAS, PORQUE UMA DIGERE ANTES DA OUTRA ENVIANDO TOXINAS PARA SEU SANGUE, COM RELAÇÃO AS FRUTAS NÃO RECOMEDÁVEL MISTURAR FRUTAS ACIDAS COM FRUTAS DOCE. FAÇA UM SALADAS OU SÓ COM FRUTAS DOCES OU ACIDAS, E OU SÓ HORTALIÇAS.
Combinação dos alimentos
O que não podemos misturar porque liga mal
O que liga bem e podemos misturar
Cereais: por cereais, entendemos todo tipo de grãos que contém amido, como o trigo, centeio, aveia, milho, arroz, cevada, sorgo, incluindo também seus derivados como a polenta, o pão, o macarrão.
Legumes ou leguminosos: são os alimentos que frutificam dentro das vagens, como a soja, feijões, ervilhas, favas, grão de bico, lentilhas, etc. São produtos ricos em proteínas.
Tubérculos feculentos: são as raízes e batatas que são produzidas dentro da terra, como o cará, inhame, mandioca ou aipim, mandioquinha, batata inglesa (batatinha), batata doce, etc.
Verduras: são todas as folhosas, isto é, todos os tipos de folhas que aproveitamos das hortas, por exemplo: alface, almeirão, chicória, couve, repolho, cebolinha, salsa, espinafre, aipo, agrião, etc.
Hortaliças: beterraba, cenoura, alho, chuchu, pepino, tomate, abóbora, moranga, palmito, quiabo, abobrinha, Etc.obs.: há autores que englobam a palavra hortaliças, tudo, não faz distinção entre verduras e hortaliças.
Oleaginosas: são produtos que contém óleo, do tipo noz, por isso se chamam oleaginosos. São oleaginosos: a castanha do Pará, amendoim, avelã, amêndoa, azeitona, pinhão, noz pecã e outras nozes, sementes de girassol, caju, sementes de abóbora, óleos comestíveis, etc.
Frutas: para melhor compreensão, são divididas em três grupos: frutas doces, semi-ácidas e ácidas.
a) Frutas doces: figo, banana, mamão, maça vermelha, tâmara, etc.
b) Frutas semi-ácidas: cereja, caju, caqui, goiaba, ameixa, maça, etc.
c) Frutas ácidas: laranjas, limão, tangerina, bergamota, jabuticaba, abacaxi, ananás, morango, romã, uva, pêssego, etc.
Obs.: há também divergências de um autor para outro quanto a essa classificação.
A melancia aconselha-se que seja comida sem mistura de com outra fruta ou alimento, por isso é chamada monofásica, isto é, que se come sozinha, sem mistura. O mesmo vale para melão.
Pesquisas mostram que 80% das pessoas escolhem o primeiro alimento que estiver na frente, por isso é bom colocarmos as frutas as vistas.
Combinação dos alimentos
Não podemos sem mais nem menos misturarmos todos os tipos de alimentos.
Há alimentos que não combinam bem na digestão, quando misturados em uma refeição. Disso poderá surgir fermentação demais no estomago, azias, indisposição, contaminação do sangue e até congestão.
Sobre o que não podemos misturar, cito e interpreto M. Lezaet.
O que não podemos misturar porque liga mal
Ovo, não combina com: mel, leite, queijo, frutas frescas ou seca.
Leite, não combina com: ovo, salada crua, hortaliças, tomates, frutas sumarentas, melancias, vinho, sal, limão, vinagre e frutas ácidas.
Mel, não combina com: hortaliças, azeitonas, oleaginosos, ovo, queijo, azeite e óleos.
Carnes, peixes, aves, não combinam com: frutas frescas e doces.
Limão e outras frutas ácidas e vinagre, não combinam com tomates, leite, castanhas, bananas, cereais, feculentos e legumes secos.
Frutas não combinam com: hortaliças, porque frutas têm açucares e ácidos; as hortaliças contêm sais minerais e fermentam demais.
Cereais não combinam com: feculentos em gerais. Por exemplo, pão com batata doce ou batata inglesa, provoca fermentações pútridas, porque um digere antes do outro.
Cereais e feculentos, não combinam com frutas com: frutas ácidas. Ex. laranjas com pão (que vem do cereal). Provoca fermentação ácida e prejudica o sangue.
Oleaginosa, azeite e óleos, não combinam com: frutas doces, mel e açucares, porque produzem fermentações alcoólicas, sobrecarregando o sangue de produtos nocivos.
Fruta doce, não combina muito bem com fruta ácida, porque provocam fermentações inconvenientes.
Também o mel com o pão pode criar azias, por causa da mistura de doce com amido que não é aconselhável e por causa do fermento do pão que não combina com mel.
O que liga bem e podemos misturar:
Frutas secas e mel, com: frutas frescas e doces.
Leite, queijo, ovos, com: cereais feculentos e legumes.
Cereais, com: hortaliças, raízes ou frutos doces ou oleaginosos.
Tubérculos Feculentos, farináceos, com: hortaliças e sumo de uva.
Legumes, com: hortaliças.
Pão, queijo, gema de ovo, nata, com: frutas frescas, doces em compotas.
Hortaliças, raízes e tomates, com: azeite, frutas oleaginosas e ovos.
Frutas doces, com: gema de ovo e pão.
Legumes, azeites e oleaginosas, com: tomates, abóboras, berinjela e saladas.
Azeite, hortaliças e raízes, com: ovos, batatas, cereais, ou legumes secos.
Bananas e frutas farináceas, com: leite, ovos, e frutas doces.
Hortaliças, com: cereais ou batatas doces.
Salada de folhas, talos ou raízes, com: azeite, cereais ou batatas doces.
Oleaginosas e azeitonas, com: cereais e hortaliças.
Queijo, melhor fresco, com: cereais, pão ou batata doce.
Ervilhas, feijões, lentilhas, grãos, com: hortaliças.
Cereais (trigo, milho, arroz, aveia, etc.), com frutas secas doces.
Ovos de preferência cozidos, com: toda espécie de vegetais.
Pão, melhor integral, com: frutas doces, hortaliças, leite, mel, ovos, azeite.”.
M. Lezaeta Acharan pág. 140.
Quando menos mistura se fizer, menor é a possibilidade de errar.
Esquema de combinações alimentares:
a) “Frutas combinam com cereais e oleaginosos.
b) Hortaliças e verduras combinam com cereais, com oleaginosos e com leguminosos.
c) Cereais combinam com oleaginosos (menor quantidade).
d) Cereais com leguminosos, desde que os leguminosos sejam em menor quantidade.
e) Os leguminosos formam uma refeição, se com hortaliças e verduras, (pois já são ricos em hidratos de carbono e proteínas.” VIVA NATURAL pág. 22 – Elisa Biazzi.
NÃO MISTURAR HORTALIÇAS COM FRUTAS, PORQUE UMA DIGERE ANTES DA OUTRA ENVIANDO TOXINAS PARA SEU SANGUE, COM RELAÇÃO AS FRUTAS NÃO RECOMEDÁVEL MISTURAR FRUTAS ACIDAS COM FRUTAS DOCE. FAÇA UM SALADAS OU SÓ COM FRUTAS DOCES OU ACIDAS, E OU SÓ HORTALIÇAS.
Enxaquecas
Analgésicos tratam apenas dos sintomas, mas é possível identificar e eliminar as causas.
Tarde de consultório cheio no ambulatório do hospital. Assim que uma paciente sai, repentinamente entra minha colega médica dermatologista. dizendo:
"Preciso de um esclarecimento. Vejo as pacientes que entram e saem do seu consultório e as ouço falando que não sofrem mais de cefaléia ou enxaqueca, sentem-se curadas, como se isso fosse possível! Eu, que sou médica e tenho acesso a todos os colegas clínicos e neurologistas, sofro de uma enxaqueca terrível, que tem transformado minha vida numa guerra de efeitos colaterais de medicamentos. Agora mesmo estou aqui com minha cabeça parecendo que vai explodir! Está sendo um suplício trabalhar. Há alguma coisa que eu não estou sabendo sobre enxaqueca que seja do seu conhecimento?"
Tarefa difícil. Como explicar àquela médica competente e esclarecida que a imensa gama de informações que ela obteve do assunto, como também a montanha de medicamentos que ingeriu nesses anos de enfermidade, atacavam os efeitos, mas não a causa do seu mal?
A proposta desta matéria é demonstrar o poder da mudança dos hábitos e do estilo de vida para a remissão desse quadro de sofrimento e perdas que atingem porção significativa da sociedade. à luz de mais de 15 anos de experiências majoritariamentebem-sucedidas.
Dor de homem e de mulher!
Em primeiro lugar aqui, vamos situar o problema chamado enxaqueca, ou, como é denominada tecnicamente, migrânea. Segundo estudos, não param de aumentar o número das diferentes formas em que se apresentam as dores de cabeça ou cefaléias (fala-se em mais de 200 tipos descritos). Elas dividem-se basicamente em primárias e secundárias. Cefaléias primárias são aquelas essencialmente cerebrais, em que não coexistem alterações orgânicas como: infecções, febre, hipertensão, hemorragias, crises de abstinência, etc. Entre as cefaléias primárias, a mais comum e conhecida é a enxaqueca ou migrânea.
A migrânea é uma dor de cabeça de começo fraco, mas que vai aumentando até se tornar insuportável. Sua duração varia de 4 a 72 horas, em geral, se bem que em hospitais não é raro observarem-se casos que ultrapassam esse limite. É com frequência pulsátil, como se o coração estivesse batendo dentro do cérebro, acometendo um só lado da cabeça. Em outra crise poderá ocorrer no lado oposto, ou, menos frequentemente, na cabeça toda. Vem invariavelmente acompanhada de náuseas, nem sempre com vômitos, mas com severa intolerância à luz (fotofobia), barulho (fonofobia), odores (osmofobia). A dor piora com atividades físicas.
Em aproximadamente 20% dos casos, a dor de cabeça é precedida pela chamada aura, fenômenos sensoriais que se manifestam de 10 a 30 minutos antes das dores. A aura é caracterizada por fenômenos sensoriais temporários, com perda de visão lateral (enxerga-se apenas o centro do campo visual), imagens turvas, pontos luminosos, formigamento ou dormência em um lado da face ou em um dos membros superiores ou ainda em uma das mãos. Agride mais mulheres que homens, na proporção de 4 para 1.
Dentre as cefaléias primárias, deve ser destacada a cefaléia em salvas, por sua gravidade e enorme semelhança à enxaqueca. Ela acomete as regiões temporais ou "atrás dos olhos". Também ocorre em um dos lados do cérebro e se apresenta como uma facada, e por isso é considerada a pior dor que existe. No lado atingido ocorre queda palpebral (a pálpebra fica mais baixa do que o normal), lacrimejamento e coriza. Ao contrário da enxaqueca, a cefaléia em salvas acomete 5 vezes mais homens do que mulheres e dura de alguns minutos a uma hora.
Dor de cabeça não é normal
Devido ao grande número de cefaléias, torna-se imprescindível a avaliação médica; de preferência, com neurologista ou clínico cefaliatra. Somente esses profissionais podem descobrir se as dores são crises de enxaqueca ou problemas que ponham a vida em perigo. Muitos pacientes, ao adentrar o cosultório e começar a responder às perguntas do especialista, negam que tenham tido dor de cabeça. Porém, quando o médico pede que parentes ou acompnhantes confirmem se têm ocorrido eventuais dores de cabeça, surgem dados que revelam uma longa história de crises. Confrontados, os pacientes têm uma resposta pronta na maioria das vezes: "Ah, mas era uma dor de cabeça normal!", ou "nenhuma crise foi como esta!" Note que, devido a um mecanismo de defesa psicológico, o ser humano tem a tendência de afastar e diminuir a recordação do sofrimento, a fim de que ele não se perpetue. Por isso o subestima ou mesmo não se lembra de algo negativo. Contudo, nesse caso, essa atitude atrapalha a busca do diagnóstico e resulta em aumento do sofrimento presente.
É importante entender que não é normal sentir dor de cabeça. Em princípio, ela não é uma doença, mas um aviso: algo de errado está acontecendo no seu corpo. Ninguém tenta apagar aquela luzinha vermelha que acende no painel do carro ao estar dirigindo. Paramos no primeiro posto para que alguém encontre o problema que fez a luz acender. No entanto, quando a cabeça começa a doer, muitos lançam mão do primeiro analgésico que encontram para se livrar do incômodo. No começo, livram-se da dor, mas não do problema que ela está denunciando. Depois, virão crises, com intensidade crescente, até ocorrer uma crise numa intensidade jamais sentida, e a pessoa pensar que a cabeça vai "explodir". O mais interessante é que exatamente o abuso do consumo de medicações quando a dor persiste é que constitui um dos principais fatores de transformação da enxaqueca eventual ou episódica em quase diária e crônica.
Dor de enxaqueca ou sinal de AVC?
Sendo plantonista de emergência como neurologista do Hospital Geral do Estado da Bahia (HGE) há mais de 15 anos, posso afirmar que há uma diferença bastante nítida entre as crises de enxaqueca e os ataques vasculares cerebrais (AVCs, aneurismas): a dor de cabeça de enxaqueca é leve no início, mas o incômodo vai crescendo, com uma sensação de desconforto progressivo e náuseas; a dor do AVC vem como uma grande martelada na cabeça, de forma repentina e exige socorro rápido. Quando ocorrerem convulsões, deve-se procurar imediatamente um médico ou serviço de emergência. A crise convulsiva não faz parte dos eventos que acompanham a enxaqueca.
Seria muito bom que os que sofrem de enxaqueca tivessem um bloco de anotações ou anotassem no celular os detalhes de cada episódio de dor de cabeça: como surgiu, quais os acontecimentos do dia anterior, o que comeu, a que horas foi dormir, etc. Isso será útil para o médico e, mais do que tudo, norteará o próprio paciente a relacionar os fatores que desencadeiam a crise de enxaqueca. Mesmo porque a crise não "cai do céu"; ela é provocada por fatores, muitos deles desconhecidos pelos especialistas.
Uma pesquisa publicada na última edição do periódico Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry reforça o conceito já reconhecido pela literatura médica de que a enxaqueca crônica é um problema que vai muito além das dores de cabeça.
Foram estudados mais de 12.000 americanos com o diagnóstico de enxaqueca, cerca de 80% do sexo feminino. Os indivíduos com enxaqueca crônica (mais de 15 crises mensais) apresentaram indicadores de saúde piores do que aqueles com a forma episódica: tinham mais depressão, ansiedade, dor crônica, bronquite e asma, hipertensão arterial (pressão alta), diabetes, obesidade e maior risco de doença coronariana e derrame cerebral. Além disso, os portadores de enxaqueca crônica apresentavam mais problemas no trabalho, com faltas frequentes, maior chance de estarem desempregados e menor renda familiar. Segundo Ricardo Teixeira, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da UNICAMP, estudos anteriores já haviam evidenciado que os portadores de enxaqueca crônica têm menor produtividade no trabalho e menos qualidade de vida em família.
Hereditariedade
Há uma tendência moderna de considerar hereditárias enfermidades que ocorrem em famílias, por gerações. Em relação a isso, gosto de dizer que, na verdade, hereditários são os hábitos de vida. As doenças que mais matam em nosso país- infarto cardíaco e AVC- têm origem semelhante, que é o bloqueio de vasos sanguíneos por gorduras trazidas por maus hábitos alimentares. No caso do AVC hemorrágico (derrame), há um rompimento do vaso, algo diferente, mas também decorrente do sedentarismo e de outros hábitos de vida causadores de hipertensão arterial.
A Universidade de Stanford, EUA, realizou uma pesquisa em busca dos fatores determinantes do binômio saúde/ doença. Concluiu-se que a influência dos hábitos de vida tem um peso de 53%, ou seja, mais do que 3 vezes maior do que fatores hereditários (17%). Os outros fatores são: meio ambiente (20%) e assistência médica (10%).
Não se pode descartar a importância de alguma tendência ou debilidade genética. Porém, mesmo nesses casos, os problemas (sejam eles enxaqueca, infarto ou AVC) podem ser prevenidos se os hábitos forem modificados. Veja na sequência desta matéria, orientações sobre estilo de vida que podem ajudar a resolver o problema da enxaqueca.
O repouso é sagrado
Durante 3 anos atend em um hospital na região do Polo Petroquímico de Camaçari, a 41 quilômetros de Salvador, onde os trabalhadores são submetidos a jornadas de trabalho que variam a cada semana: 0h às 8h, 8h às 16h e 16h às 0h. Pude perceber nesses trabalhadores um índice de enxaqueca bastante elevado, em relação ao da população em geral. À medida que mais pacientes vieram ao consultório, percebemos que a desorganização do relógio biológico e a quebra do ritmo circadiano pelos turnos rotativos lhes traziam prejuízos enormes.
A alimentação que deixa de ser consumida nos horários e quantidade habituais, conforme a necessidade de energia nas horas seguintes, passa a ser a que está disponível naquela hora, haja fome ou não. O comprometimento do repouso era ainda pior. O trabalhador que, na semana anterior esteve em ação das 8h às 16h, na semana seguinte, passava a entrar às 16h e saía às 0h. Isso significava jantar e ir dormir quase às 3 da manhã, despertando às 6h com os barulhos dos membros da família, como a saída dos filhos para a escola e os pedidos da esposa (que também trabalha) para fazer pagamentos ou compras.
Menciono essa experiência porque é muito grande o número de trabalhadores em turnos rotativos em nosso país, e há gente em estado pior: na área da saúde, o problema se torna mais grave porque os plantões são fixos (só dia ou só noite) e os profissionais trabalham em 2 ou 3 lugares diferentes. Além de enxaqueca sofrem com a tontura enxaquecosa, e os atestados médicos acumulam-se nas indústrias, empresas e serviços de saúde. Há ainda os que trabalham normalmente durante o dia, mas à noite cursam sua faculdade ou fazem um curso técnico, entrando madrugada adentro para dar conta das tarefas extraclasses ou estudar para as provas.
Não é necessário ser médico para compreender que não adianta consumir medicamentos, por melhores e mais específicos que sejam, se forem mantidos hábitos de vida como esses.
O sono é restaurador do sistema nervoso. Estudos da Universidade de Washington, conduzidos pelo Dr. David Holtzman, demonstraram que uma noite bem dormida previne o declínio cognitivo, a perda de memória recente e da capacidade de aprendizagem. A privação do sono, por sua vez, aumenta o acúmulo de placas amilóides no encéfalo, sinal da possibilidade de desenvolver demências como o mal de Alzheimer.
Sabe-se que as horas que antecedem a meia-noite correspondem ao sono de melhor qualidade. O hormônio do crescimento é secretado na corrente sanguínea nas primeiras horas da noite se a criança estiver dormindo. O relógio biológico e o ritmo circadiano dos seres humanos leva em conta a relação dia/noite. Não é a mesma coisa dormir de 0h às 8h ou das 21h às 5h, embora em ambos os casos se durmam 8h. Nessa última hipótese está sendo respeitado o relógio biológico e o proveito será muito maior.
Veja agora, dicas para quem está em situação de impedimento do sono regular.
Você quer dormir, mas não pode?
1.Se você não trabalha, não estuda nem dá aulas à noite, durma cedo. Se você precisar estudar, comece às 4h da manhã, por exemplo. Ninguém tem "a noite toda", pois ela se destina ao repouso e recuperação do sistema nervoso, mas os notívagos tem a ilusão de tempo ilimitado disponível. Portanto, como não terá mais "a noite toda" para essa atividade, se você se programar, obterá melhor resultado, sem aniquilar seus neurônios.
2.Se você estuda à noite ou trabalha em regime de turnos ou plantões, procure valorizar cada minuto disponível para dormir. Não se iluda com o cochilinho que se permite no hospital, durante a madrugada, ou no ônibus que o transporta do trabalho para casa: ao chegar do trabalho, só uma coisa é imprescindível: dormir. Dormir o quanto antes e, se possível, sem horário para ser despertado mesmo que seja para comer. A refeição pode e deve esperar a recuperação do sistema nervoso.
3.Para dormir bem, é necessário estar com o estômago vazio, pois, durante o sono, o ritmo do metabolismo cai de 4 a 6 vezes, fazendo com que a digestão eleve esse número de vezes por mais tempo. Se imaginarmos um tempo médio de 3h para a digestão de uma refeição como almoço ou jantar, durante o sono, a digestão se prolongaria por 12 a 18 longas horas. Como os períodos de sono são de 6 a 7h, ao despertar, a digestão ainda está em processo, fermentando, deteriorando e gerando náuseas e irritação na pessoa, que sai de casa sem comer. Portanto, coma só frutas em sua última refeição antes de dormir, seja à noite ou após o plantão ou turno.
4.Encontre tempo para fazer algum exercício diariamente, mesmo que sejam apenas 30 minutos. Costumo dizer aos meus pacientes: quem não anda, não dorme. E quem não dorme acabará sofrendo de dor de cabeça porque o sistema nervoso a usará como o aviso de que algo está errado.
Seu corpo em movimento
Atualmente, quase todas as pessoas reconhecem algo do valor dos exercícios físicos. O problema é que são poucos os que o praticam e menos ainda os que os fazem diariamente. Estudos têm demonstrado que os efeitos do exercício no metabolismo perduram por apenas 24h. Isso não significa que quem só pode se exercitar um dia ou outro pode desistir. É melhor fazer exercícios e brindar o organismo com um chuveiro de serotonina 3 ou 4 dias da semana do que privá-lo indefinidamente de receber benefícios. No entanto, muitos que se programam para se exercitar dia sim dia não, acabam percebendo que a maior parte se tornou "dia não".
É lamentável, mas há constantemente outros compromissos para roubar do indivíduo a condição de cuidar do seu maior bem, que é o próprio corpo. Já entre os que se decidem a praticar exercícios diariamente, as faltas são mínimas. Isso se explica pelo fato de que para esses o exercício é uma atividade básica, como comer e dormir. O tempo para se exercitar está separado na agenda e faz parte do dia. O ideal é começar com ele.
Pesquisas recentes na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, revelam que o exercício melhora a elasticidade das artérias, aumentando o fluxo sanguíneo. Com mais sangue, oxigênio e nutrientes (vindos de uma boa alimentação) para os neurônios, as células do cérebro se "blindam" contra o AVC. A atividade física estimula o surgimento de novos neurônios em setores essenciais do cérebro.
A substância de maior importância envolvida nas crises de enxaqueca, bem como na depressão, é a serotonina. A serotonina é o neurotransmissor responsável pelo bom humor, otimismo e soerguimento da autoestima. Nos pacientes vítimas de enxaqueca e/ou depressão é grave a falta de serotonina. O exercício físico é um estimulador da produção desse neurotransmissor. A caminhada ao ar livre, especialmente pela manhã, é o mais rápido e eficaz antidepressivo. Sua ação na enxaqueca potencializa os recursos do repouso e de uma alimentação saudável, rica em triptófano (aminoácido precursor da serotonina), trazendo não só a eliminação das crises de enxaqueca, como colocando em seu lugar boa disposição e uma nova autoestima.
Alimentação saudável
Aqui está o ponto fundamental do tratamento da enxaqueca. Nos levantamentos dos hábitos alimentares dos pacientes com enxaqueca, 90% praticam hábitos alimentares que priorizam a tiramina, substância comprovadamente envolvida nas crises da dor de cabeça. Os alimentos mais comumente usados que possuem alto teor de tiramina são: queijos, conservas, embutidos (salsichas, salame, mortadela), defumados, chocolate e amendoim.
Além disso, há o consumo de massas refinadas (pão, biscoitos, macarrão, pizza, arroz branco) que literalmente se "colam" nos intestinos, formando depósitos que dificultam ou bloqueiam temporariamente o trânsito intestinal. Os raios X revelam como se formam os acúmulos de dejetos (fezes endurecidas) principalmente nos ângulos intestinais e o bolsão em que se transforma o que é o pequeno reto. Esse fato, comumente chamado de prisão de ventre ou obstipação intestinal, é determinante para o diagnóstico correto do mal, sem detrimento de outros aspectos já abordados.
É importante frisar antes de tudo o que os estudantes da área de saúde aprendem ao estudar fisiologia: todo ser humano nasce com o reflexo gastrocólico. Esse reflexo natural determina que cada indivíduo ao terminar de comer, encher o estômago (gastro), deve sentir vontade de esvaziar o intestino (cólon). Isso proporciona mais espaço para a movimentação do estômago para digerir e condições para que os movimentos do intestino delgado, chamados de peristaltismo, abram espaço para o volume de alimento digerido a ser enviado pelo estômago ao fim da digestão. As ciranças pequenas apresentam esse reflexo, e cada refeição corresponde a uma evacuação. Entretanto, quando começam a ir para a escola, entram em cena os lanches de massas refinadas, com prejuízo da sáude, é claro.
Às vezes, um paciente nega que sofre de prisão de ventre, imaginando que esse é o caso de quem fica uma semana sem ir ao banheiro. Isso também é verdade, mas geralmente faço a seguinte conta:
Digamos que você vá ao banheior "quase" todos os dias: 20 dias/mês e que faz normalmente 5 refeiçoões ao dia (com lanches), num total de 150 ingestas/ mês. Ora, 150 refeições ao mês menos 20 eliminnações resultam na retenção de 130 coleções de resíduos alimentares a cada mês!
Imagine quanto isso representa por ano e multiplique pelos anos de vida. Surpreende que o abdome não tenha explodido! O corpo se adapta, mas a um custo altíssimo: dores de cabeça insuportáveis, com náuseas, tontura e que só passam ou melhoram após os vômitos. Faz sentido agora?
O trio de ouro da vitória sobre a enxaqueca:
1.Repouso- dormir o suficiente para restaurar o corpo do cansaço diário.
2.Fazer exercícios físicos- pelo menos 3 vezes por semana.
3.Alimentação- ingerir alimentos saudáveis.
Unicamente uma alimentação predominantemente de fibras, cruas de preferência, poderá desobstruir essas formações ao longo do tempo. Quem quiser obter alívio mais imediato poderá recorrer à hidrocolonterapia, ou a enemas evacuativos, encontrados em qualquer farmácia, e após pelo menos 3 dias de limpeza do cólon, utilizar um laxativo via oral para limpeza do intestino delgado.
O Dr. Hélnio Nogueira, que por anos foi diretor do Hospital Adventista de Campo Grande, MS, relatou em um congresso em São Paulo, o caso de um paciente que deu entrada no hospital com uma dor de cabeça tão forte que não havia medicamento analgésico que a controlasse a não ser morfina. Foram feitos todos os exames possíveis, mas nenhuma solução foi encontrada. Finalmente, os médicos envolvidos decidiram submeter o paciente a uma colonoscopia, buscando alguma formação tumoral ou algo equivalente nos intestinos que pudesse justificar a severa dor de cabeça. Providenciaram as operaçãoes de limpeza do intestino. Ele passou 1 dia inteiro nesse processo. No outro dia, o paciente acordou surpreso. Não sentia absolutamente qualquer coisa! Recebeu alta e foi para casa feliz da vida.
Algo parecido também ocorreu com minha colega dermatologista. Após aquela consulta outras se seguiram, ela foi bastante fiel às orientações e se livrou da dor de cabeça (veja abaixo o depoimento da Dra. Mayume).
Você também pode ter uma recuperação como nas experiências relatadas. Talvez não tão rápida, dependendo dos recursos utilizados, mas poderá fazê-la progressivamente, usando as dicas sob o título "Orientação alimentar antienxaqueca".
Essa não será sua alimentação para o resto da vida, mas é exatamente o que precisa para dar os primeiros passos em direção a uma vida sem enxaqueca e provavelmente sem outras enfermidades correlatas.
Minha vida sem enxaqueca
"Sofri por mais de 15 anos com crises de enxaqueca e já tinha me submetido a vários tratamentos, de acupuntura a medicamentos profiláticos prescritos por neurologistas. Melhorava por algum tempo, mas logo a dor de cabeça voltava, às vezes incapacitante e ficava por dias. Os analgésicos resolviam de forma insuficiente. Até que numa das últimas crises senti adormecer um braço, a boca e a língua. Achava que estava tendo um AVC e não enxaqueca. Procurei no dia seguinte o neurologista Dr. Elias (Dr. Elias Oliveira Lima, médico neurologista e nutrólogo, é diretor da Clínica Nat e autor deste artigo), que disse ser possível a cura, sem milagre e sem medicamentos. Eu duvidei, mas não aguentava mais tormar analgésicos quase diariamente e continuar com dor de cabeça. Então, aceitei o desafio: mudar completamente a alimentação e o estilo de vida. Já na primeira semana de tratamento senti o alívio, a dor foi embora, a disposição aumentou e desde então não mais tenho crises de enxaqueca. Já faz 1 ano que não tomo analgésicos e não tem guloseima que compense uma vida sem enxaqueca!"
Orientação alimentar antienxaqueca
Esta orientação alimentar tem o propósito de eliminar possíveis causas da enxaqueca. Para ter efeito, ela deve ser praticada durante 40 dias.
Primeiro dia
Só liquidos desde a manhã até às 12h do dia seguinte. Não usar leite, sopa nem vitaminas (batidas de frutas). Apesar de ser muito útil numa cozinha, o liquidificador não é bom amigo da saúde. Girando em alta velocidade, suas lâminas oxidam as vitaminas dos alimentos e alteram suas fibras. Além disso, ao liquefazer os alimentos, a tendência é não mastigar. Portanto, seja parcimonioso no seu uso.
Do segundo ao 40º dia
Desjejum: frutas exclusivamente cruas ou assadas. Acrescente banana-da-terra, banana São Tomé ou ainda maçã.
Lanches: usar apenas sucos (sem açúcar) ou água de côco. Beber muita água ao longo do dia,
exceto nos primeiros 90 minutos após as refeições. Lembre-se: você tem muitos
depósitos para diluir.
Almoço: metade deve ser de saladas cruas. Uma ou duas verduras cozidas. Batata, mandioca e
aipim são raízes feculentas: portanto, não devem ser usadas. Acrescente ao almoço
após o 8º dia arroz integral ou milho verde com feijão verde ou ervilhas. Evite
alimentos como queijo, carne e frutos do mar.
Jantar: substitua por frutas suculentas (um tipo cada dia) exclusivamente (sem sopa, café,
biscoito, pão, macarrão, bolo). Faça disso um hábito: é mais saudável e rejuvenesce.
Terminados os 40 dias, você terá condição de se avaliar em relação ao que estará sentindo. A melhoria compensou? Então, não volte aos antigos hábitos alimentares sob risco de receber de volta todo o sofrimento das crises de enxaqueca. Acrescente a essa alimentação básica, que deverá ser mantida, ingredientes saudáveis como:
Desjejum: granola integral com iogurte integral desnatado ou leite de soja original, mais duas
colheres de castanha-do-pará ou de nozes (cruas), em dias alternados. Continue
evitando pão, bolo e biscoitos por pelo menos 6 meses.
Almoço: acrescente pratos à base de verduras, sem farinha de trigo (mantenha distância das
massas, como já mencionado); use grãos integrais: grão-de-bico ou lentilha ou favas,
etc.
Jantar: manter as frutas, acrescentando frutas secas, sem açúcar. Quando jantar fora, utilize
exclusivamente uma salada de hortaliças cruas.
Você verá que a vida sem enxaqueca é muito melhor. Persistindo nesses hábitos saudáveis, estudando e aperfeiçoando os cuidados com o corpo, você obterá um alto nível de qualidade de vida e poderá saber finalmente o que significa longevidade.
E não se esqueça: dar ao corpo o repouso e o exercício que ele precisa é imprescindível para tudo isso dar certo.
Alimentos pró-enxaqueca:
•Queijos
•Conservas em geral
•Embutidos (salsichas, salame, mortadela, por exemplo)
•Defumados
•Chocolate
•Amendoim
•Pão branco
•Macarrão
•Arroz branco
•Refrigerantes
•Bolos, doces, sorvetes
Alimentos contra enxaqueca:
•Água pura
•Arroz integral
•Trigo integral
•Aveia
•Quinua
•Amaranto
•Lentilhas
•Grão-de-bico
•Milho
•Ervilha
•Verduras folhosas cruas
•Frutas
•Castanhas
•Amêndoas
•Nozes
Tarde de consultório cheio no ambulatório do hospital. Assim que uma paciente sai, repentinamente entra minha colega médica dermatologista. dizendo:
"Preciso de um esclarecimento. Vejo as pacientes que entram e saem do seu consultório e as ouço falando que não sofrem mais de cefaléia ou enxaqueca, sentem-se curadas, como se isso fosse possível! Eu, que sou médica e tenho acesso a todos os colegas clínicos e neurologistas, sofro de uma enxaqueca terrível, que tem transformado minha vida numa guerra de efeitos colaterais de medicamentos. Agora mesmo estou aqui com minha cabeça parecendo que vai explodir! Está sendo um suplício trabalhar. Há alguma coisa que eu não estou sabendo sobre enxaqueca que seja do seu conhecimento?"
Tarefa difícil. Como explicar àquela médica competente e esclarecida que a imensa gama de informações que ela obteve do assunto, como também a montanha de medicamentos que ingeriu nesses anos de enfermidade, atacavam os efeitos, mas não a causa do seu mal?
A proposta desta matéria é demonstrar o poder da mudança dos hábitos e do estilo de vida para a remissão desse quadro de sofrimento e perdas que atingem porção significativa da sociedade. à luz de mais de 15 anos de experiências majoritariamentebem-sucedidas.
Dor de homem e de mulher!
Em primeiro lugar aqui, vamos situar o problema chamado enxaqueca, ou, como é denominada tecnicamente, migrânea. Segundo estudos, não param de aumentar o número das diferentes formas em que se apresentam as dores de cabeça ou cefaléias (fala-se em mais de 200 tipos descritos). Elas dividem-se basicamente em primárias e secundárias. Cefaléias primárias são aquelas essencialmente cerebrais, em que não coexistem alterações orgânicas como: infecções, febre, hipertensão, hemorragias, crises de abstinência, etc. Entre as cefaléias primárias, a mais comum e conhecida é a enxaqueca ou migrânea.
A migrânea é uma dor de cabeça de começo fraco, mas que vai aumentando até se tornar insuportável. Sua duração varia de 4 a 72 horas, em geral, se bem que em hospitais não é raro observarem-se casos que ultrapassam esse limite. É com frequência pulsátil, como se o coração estivesse batendo dentro do cérebro, acometendo um só lado da cabeça. Em outra crise poderá ocorrer no lado oposto, ou, menos frequentemente, na cabeça toda. Vem invariavelmente acompanhada de náuseas, nem sempre com vômitos, mas com severa intolerância à luz (fotofobia), barulho (fonofobia), odores (osmofobia). A dor piora com atividades físicas.
Em aproximadamente 20% dos casos, a dor de cabeça é precedida pela chamada aura, fenômenos sensoriais que se manifestam de 10 a 30 minutos antes das dores. A aura é caracterizada por fenômenos sensoriais temporários, com perda de visão lateral (enxerga-se apenas o centro do campo visual), imagens turvas, pontos luminosos, formigamento ou dormência em um lado da face ou em um dos membros superiores ou ainda em uma das mãos. Agride mais mulheres que homens, na proporção de 4 para 1.
Dentre as cefaléias primárias, deve ser destacada a cefaléia em salvas, por sua gravidade e enorme semelhança à enxaqueca. Ela acomete as regiões temporais ou "atrás dos olhos". Também ocorre em um dos lados do cérebro e se apresenta como uma facada, e por isso é considerada a pior dor que existe. No lado atingido ocorre queda palpebral (a pálpebra fica mais baixa do que o normal), lacrimejamento e coriza. Ao contrário da enxaqueca, a cefaléia em salvas acomete 5 vezes mais homens do que mulheres e dura de alguns minutos a uma hora.
Dor de cabeça não é normal
Devido ao grande número de cefaléias, torna-se imprescindível a avaliação médica; de preferência, com neurologista ou clínico cefaliatra. Somente esses profissionais podem descobrir se as dores são crises de enxaqueca ou problemas que ponham a vida em perigo. Muitos pacientes, ao adentrar o cosultório e começar a responder às perguntas do especialista, negam que tenham tido dor de cabeça. Porém, quando o médico pede que parentes ou acompnhantes confirmem se têm ocorrido eventuais dores de cabeça, surgem dados que revelam uma longa história de crises. Confrontados, os pacientes têm uma resposta pronta na maioria das vezes: "Ah, mas era uma dor de cabeça normal!", ou "nenhuma crise foi como esta!" Note que, devido a um mecanismo de defesa psicológico, o ser humano tem a tendência de afastar e diminuir a recordação do sofrimento, a fim de que ele não se perpetue. Por isso o subestima ou mesmo não se lembra de algo negativo. Contudo, nesse caso, essa atitude atrapalha a busca do diagnóstico e resulta em aumento do sofrimento presente.
É importante entender que não é normal sentir dor de cabeça. Em princípio, ela não é uma doença, mas um aviso: algo de errado está acontecendo no seu corpo. Ninguém tenta apagar aquela luzinha vermelha que acende no painel do carro ao estar dirigindo. Paramos no primeiro posto para que alguém encontre o problema que fez a luz acender. No entanto, quando a cabeça começa a doer, muitos lançam mão do primeiro analgésico que encontram para se livrar do incômodo. No começo, livram-se da dor, mas não do problema que ela está denunciando. Depois, virão crises, com intensidade crescente, até ocorrer uma crise numa intensidade jamais sentida, e a pessoa pensar que a cabeça vai "explodir". O mais interessante é que exatamente o abuso do consumo de medicações quando a dor persiste é que constitui um dos principais fatores de transformação da enxaqueca eventual ou episódica em quase diária e crônica.
Dor de enxaqueca ou sinal de AVC?
Sendo plantonista de emergência como neurologista do Hospital Geral do Estado da Bahia (HGE) há mais de 15 anos, posso afirmar que há uma diferença bastante nítida entre as crises de enxaqueca e os ataques vasculares cerebrais (AVCs, aneurismas): a dor de cabeça de enxaqueca é leve no início, mas o incômodo vai crescendo, com uma sensação de desconforto progressivo e náuseas; a dor do AVC vem como uma grande martelada na cabeça, de forma repentina e exige socorro rápido. Quando ocorrerem convulsões, deve-se procurar imediatamente um médico ou serviço de emergência. A crise convulsiva não faz parte dos eventos que acompanham a enxaqueca.
Seria muito bom que os que sofrem de enxaqueca tivessem um bloco de anotações ou anotassem no celular os detalhes de cada episódio de dor de cabeça: como surgiu, quais os acontecimentos do dia anterior, o que comeu, a que horas foi dormir, etc. Isso será útil para o médico e, mais do que tudo, norteará o próprio paciente a relacionar os fatores que desencadeiam a crise de enxaqueca. Mesmo porque a crise não "cai do céu"; ela é provocada por fatores, muitos deles desconhecidos pelos especialistas.
Uma pesquisa publicada na última edição do periódico Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry reforça o conceito já reconhecido pela literatura médica de que a enxaqueca crônica é um problema que vai muito além das dores de cabeça.
Foram estudados mais de 12.000 americanos com o diagnóstico de enxaqueca, cerca de 80% do sexo feminino. Os indivíduos com enxaqueca crônica (mais de 15 crises mensais) apresentaram indicadores de saúde piores do que aqueles com a forma episódica: tinham mais depressão, ansiedade, dor crônica, bronquite e asma, hipertensão arterial (pressão alta), diabetes, obesidade e maior risco de doença coronariana e derrame cerebral. Além disso, os portadores de enxaqueca crônica apresentavam mais problemas no trabalho, com faltas frequentes, maior chance de estarem desempregados e menor renda familiar. Segundo Ricardo Teixeira, do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da UNICAMP, estudos anteriores já haviam evidenciado que os portadores de enxaqueca crônica têm menor produtividade no trabalho e menos qualidade de vida em família.
Hereditariedade
Há uma tendência moderna de considerar hereditárias enfermidades que ocorrem em famílias, por gerações. Em relação a isso, gosto de dizer que, na verdade, hereditários são os hábitos de vida. As doenças que mais matam em nosso país- infarto cardíaco e AVC- têm origem semelhante, que é o bloqueio de vasos sanguíneos por gorduras trazidas por maus hábitos alimentares. No caso do AVC hemorrágico (derrame), há um rompimento do vaso, algo diferente, mas também decorrente do sedentarismo e de outros hábitos de vida causadores de hipertensão arterial.
A Universidade de Stanford, EUA, realizou uma pesquisa em busca dos fatores determinantes do binômio saúde/ doença. Concluiu-se que a influência dos hábitos de vida tem um peso de 53%, ou seja, mais do que 3 vezes maior do que fatores hereditários (17%). Os outros fatores são: meio ambiente (20%) e assistência médica (10%).
Não se pode descartar a importância de alguma tendência ou debilidade genética. Porém, mesmo nesses casos, os problemas (sejam eles enxaqueca, infarto ou AVC) podem ser prevenidos se os hábitos forem modificados. Veja na sequência desta matéria, orientações sobre estilo de vida que podem ajudar a resolver o problema da enxaqueca.
O repouso é sagrado
Durante 3 anos atend em um hospital na região do Polo Petroquímico de Camaçari, a 41 quilômetros de Salvador, onde os trabalhadores são submetidos a jornadas de trabalho que variam a cada semana: 0h às 8h, 8h às 16h e 16h às 0h. Pude perceber nesses trabalhadores um índice de enxaqueca bastante elevado, em relação ao da população em geral. À medida que mais pacientes vieram ao consultório, percebemos que a desorganização do relógio biológico e a quebra do ritmo circadiano pelos turnos rotativos lhes traziam prejuízos enormes.
A alimentação que deixa de ser consumida nos horários e quantidade habituais, conforme a necessidade de energia nas horas seguintes, passa a ser a que está disponível naquela hora, haja fome ou não. O comprometimento do repouso era ainda pior. O trabalhador que, na semana anterior esteve em ação das 8h às 16h, na semana seguinte, passava a entrar às 16h e saía às 0h. Isso significava jantar e ir dormir quase às 3 da manhã, despertando às 6h com os barulhos dos membros da família, como a saída dos filhos para a escola e os pedidos da esposa (que também trabalha) para fazer pagamentos ou compras.
Menciono essa experiência porque é muito grande o número de trabalhadores em turnos rotativos em nosso país, e há gente em estado pior: na área da saúde, o problema se torna mais grave porque os plantões são fixos (só dia ou só noite) e os profissionais trabalham em 2 ou 3 lugares diferentes. Além de enxaqueca sofrem com a tontura enxaquecosa, e os atestados médicos acumulam-se nas indústrias, empresas e serviços de saúde. Há ainda os que trabalham normalmente durante o dia, mas à noite cursam sua faculdade ou fazem um curso técnico, entrando madrugada adentro para dar conta das tarefas extraclasses ou estudar para as provas.
Não é necessário ser médico para compreender que não adianta consumir medicamentos, por melhores e mais específicos que sejam, se forem mantidos hábitos de vida como esses.
O sono é restaurador do sistema nervoso. Estudos da Universidade de Washington, conduzidos pelo Dr. David Holtzman, demonstraram que uma noite bem dormida previne o declínio cognitivo, a perda de memória recente e da capacidade de aprendizagem. A privação do sono, por sua vez, aumenta o acúmulo de placas amilóides no encéfalo, sinal da possibilidade de desenvolver demências como o mal de Alzheimer.
Sabe-se que as horas que antecedem a meia-noite correspondem ao sono de melhor qualidade. O hormônio do crescimento é secretado na corrente sanguínea nas primeiras horas da noite se a criança estiver dormindo. O relógio biológico e o ritmo circadiano dos seres humanos leva em conta a relação dia/noite. Não é a mesma coisa dormir de 0h às 8h ou das 21h às 5h, embora em ambos os casos se durmam 8h. Nessa última hipótese está sendo respeitado o relógio biológico e o proveito será muito maior.
Veja agora, dicas para quem está em situação de impedimento do sono regular.
Você quer dormir, mas não pode?
1.Se você não trabalha, não estuda nem dá aulas à noite, durma cedo. Se você precisar estudar, comece às 4h da manhã, por exemplo. Ninguém tem "a noite toda", pois ela se destina ao repouso e recuperação do sistema nervoso, mas os notívagos tem a ilusão de tempo ilimitado disponível. Portanto, como não terá mais "a noite toda" para essa atividade, se você se programar, obterá melhor resultado, sem aniquilar seus neurônios.
2.Se você estuda à noite ou trabalha em regime de turnos ou plantões, procure valorizar cada minuto disponível para dormir. Não se iluda com o cochilinho que se permite no hospital, durante a madrugada, ou no ônibus que o transporta do trabalho para casa: ao chegar do trabalho, só uma coisa é imprescindível: dormir. Dormir o quanto antes e, se possível, sem horário para ser despertado mesmo que seja para comer. A refeição pode e deve esperar a recuperação do sistema nervoso.
3.Para dormir bem, é necessário estar com o estômago vazio, pois, durante o sono, o ritmo do metabolismo cai de 4 a 6 vezes, fazendo com que a digestão eleve esse número de vezes por mais tempo. Se imaginarmos um tempo médio de 3h para a digestão de uma refeição como almoço ou jantar, durante o sono, a digestão se prolongaria por 12 a 18 longas horas. Como os períodos de sono são de 6 a 7h, ao despertar, a digestão ainda está em processo, fermentando, deteriorando e gerando náuseas e irritação na pessoa, que sai de casa sem comer. Portanto, coma só frutas em sua última refeição antes de dormir, seja à noite ou após o plantão ou turno.
4.Encontre tempo para fazer algum exercício diariamente, mesmo que sejam apenas 30 minutos. Costumo dizer aos meus pacientes: quem não anda, não dorme. E quem não dorme acabará sofrendo de dor de cabeça porque o sistema nervoso a usará como o aviso de que algo está errado.
Seu corpo em movimento
Atualmente, quase todas as pessoas reconhecem algo do valor dos exercícios físicos. O problema é que são poucos os que o praticam e menos ainda os que os fazem diariamente. Estudos têm demonstrado que os efeitos do exercício no metabolismo perduram por apenas 24h. Isso não significa que quem só pode se exercitar um dia ou outro pode desistir. É melhor fazer exercícios e brindar o organismo com um chuveiro de serotonina 3 ou 4 dias da semana do que privá-lo indefinidamente de receber benefícios. No entanto, muitos que se programam para se exercitar dia sim dia não, acabam percebendo que a maior parte se tornou "dia não".
É lamentável, mas há constantemente outros compromissos para roubar do indivíduo a condição de cuidar do seu maior bem, que é o próprio corpo. Já entre os que se decidem a praticar exercícios diariamente, as faltas são mínimas. Isso se explica pelo fato de que para esses o exercício é uma atividade básica, como comer e dormir. O tempo para se exercitar está separado na agenda e faz parte do dia. O ideal é começar com ele.
Pesquisas recentes na Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, revelam que o exercício melhora a elasticidade das artérias, aumentando o fluxo sanguíneo. Com mais sangue, oxigênio e nutrientes (vindos de uma boa alimentação) para os neurônios, as células do cérebro se "blindam" contra o AVC. A atividade física estimula o surgimento de novos neurônios em setores essenciais do cérebro.
A substância de maior importância envolvida nas crises de enxaqueca, bem como na depressão, é a serotonina. A serotonina é o neurotransmissor responsável pelo bom humor, otimismo e soerguimento da autoestima. Nos pacientes vítimas de enxaqueca e/ou depressão é grave a falta de serotonina. O exercício físico é um estimulador da produção desse neurotransmissor. A caminhada ao ar livre, especialmente pela manhã, é o mais rápido e eficaz antidepressivo. Sua ação na enxaqueca potencializa os recursos do repouso e de uma alimentação saudável, rica em triptófano (aminoácido precursor da serotonina), trazendo não só a eliminação das crises de enxaqueca, como colocando em seu lugar boa disposição e uma nova autoestima.
Alimentação saudável
Aqui está o ponto fundamental do tratamento da enxaqueca. Nos levantamentos dos hábitos alimentares dos pacientes com enxaqueca, 90% praticam hábitos alimentares que priorizam a tiramina, substância comprovadamente envolvida nas crises da dor de cabeça. Os alimentos mais comumente usados que possuem alto teor de tiramina são: queijos, conservas, embutidos (salsichas, salame, mortadela), defumados, chocolate e amendoim.
Além disso, há o consumo de massas refinadas (pão, biscoitos, macarrão, pizza, arroz branco) que literalmente se "colam" nos intestinos, formando depósitos que dificultam ou bloqueiam temporariamente o trânsito intestinal. Os raios X revelam como se formam os acúmulos de dejetos (fezes endurecidas) principalmente nos ângulos intestinais e o bolsão em que se transforma o que é o pequeno reto. Esse fato, comumente chamado de prisão de ventre ou obstipação intestinal, é determinante para o diagnóstico correto do mal, sem detrimento de outros aspectos já abordados.
É importante frisar antes de tudo o que os estudantes da área de saúde aprendem ao estudar fisiologia: todo ser humano nasce com o reflexo gastrocólico. Esse reflexo natural determina que cada indivíduo ao terminar de comer, encher o estômago (gastro), deve sentir vontade de esvaziar o intestino (cólon). Isso proporciona mais espaço para a movimentação do estômago para digerir e condições para que os movimentos do intestino delgado, chamados de peristaltismo, abram espaço para o volume de alimento digerido a ser enviado pelo estômago ao fim da digestão. As ciranças pequenas apresentam esse reflexo, e cada refeição corresponde a uma evacuação. Entretanto, quando começam a ir para a escola, entram em cena os lanches de massas refinadas, com prejuízo da sáude, é claro.
Às vezes, um paciente nega que sofre de prisão de ventre, imaginando que esse é o caso de quem fica uma semana sem ir ao banheiro. Isso também é verdade, mas geralmente faço a seguinte conta:
Digamos que você vá ao banheior "quase" todos os dias: 20 dias/mês e que faz normalmente 5 refeiçoões ao dia (com lanches), num total de 150 ingestas/ mês. Ora, 150 refeições ao mês menos 20 eliminnações resultam na retenção de 130 coleções de resíduos alimentares a cada mês!
Imagine quanto isso representa por ano e multiplique pelos anos de vida. Surpreende que o abdome não tenha explodido! O corpo se adapta, mas a um custo altíssimo: dores de cabeça insuportáveis, com náuseas, tontura e que só passam ou melhoram após os vômitos. Faz sentido agora?
O trio de ouro da vitória sobre a enxaqueca:
1.Repouso- dormir o suficiente para restaurar o corpo do cansaço diário.
2.Fazer exercícios físicos- pelo menos 3 vezes por semana.
3.Alimentação- ingerir alimentos saudáveis.
Unicamente uma alimentação predominantemente de fibras, cruas de preferência, poderá desobstruir essas formações ao longo do tempo. Quem quiser obter alívio mais imediato poderá recorrer à hidrocolonterapia, ou a enemas evacuativos, encontrados em qualquer farmácia, e após pelo menos 3 dias de limpeza do cólon, utilizar um laxativo via oral para limpeza do intestino delgado.
O Dr. Hélnio Nogueira, que por anos foi diretor do Hospital Adventista de Campo Grande, MS, relatou em um congresso em São Paulo, o caso de um paciente que deu entrada no hospital com uma dor de cabeça tão forte que não havia medicamento analgésico que a controlasse a não ser morfina. Foram feitos todos os exames possíveis, mas nenhuma solução foi encontrada. Finalmente, os médicos envolvidos decidiram submeter o paciente a uma colonoscopia, buscando alguma formação tumoral ou algo equivalente nos intestinos que pudesse justificar a severa dor de cabeça. Providenciaram as operaçãoes de limpeza do intestino. Ele passou 1 dia inteiro nesse processo. No outro dia, o paciente acordou surpreso. Não sentia absolutamente qualquer coisa! Recebeu alta e foi para casa feliz da vida.
Algo parecido também ocorreu com minha colega dermatologista. Após aquela consulta outras se seguiram, ela foi bastante fiel às orientações e se livrou da dor de cabeça (veja abaixo o depoimento da Dra. Mayume).
Você também pode ter uma recuperação como nas experiências relatadas. Talvez não tão rápida, dependendo dos recursos utilizados, mas poderá fazê-la progressivamente, usando as dicas sob o título "Orientação alimentar antienxaqueca".
Essa não será sua alimentação para o resto da vida, mas é exatamente o que precisa para dar os primeiros passos em direção a uma vida sem enxaqueca e provavelmente sem outras enfermidades correlatas.
Minha vida sem enxaqueca
"Sofri por mais de 15 anos com crises de enxaqueca e já tinha me submetido a vários tratamentos, de acupuntura a medicamentos profiláticos prescritos por neurologistas. Melhorava por algum tempo, mas logo a dor de cabeça voltava, às vezes incapacitante e ficava por dias. Os analgésicos resolviam de forma insuficiente. Até que numa das últimas crises senti adormecer um braço, a boca e a língua. Achava que estava tendo um AVC e não enxaqueca. Procurei no dia seguinte o neurologista Dr. Elias (Dr. Elias Oliveira Lima, médico neurologista e nutrólogo, é diretor da Clínica Nat e autor deste artigo), que disse ser possível a cura, sem milagre e sem medicamentos. Eu duvidei, mas não aguentava mais tormar analgésicos quase diariamente e continuar com dor de cabeça. Então, aceitei o desafio: mudar completamente a alimentação e o estilo de vida. Já na primeira semana de tratamento senti o alívio, a dor foi embora, a disposição aumentou e desde então não mais tenho crises de enxaqueca. Já faz 1 ano que não tomo analgésicos e não tem guloseima que compense uma vida sem enxaqueca!"
Orientação alimentar antienxaqueca
Esta orientação alimentar tem o propósito de eliminar possíveis causas da enxaqueca. Para ter efeito, ela deve ser praticada durante 40 dias.
Primeiro dia
Só liquidos desde a manhã até às 12h do dia seguinte. Não usar leite, sopa nem vitaminas (batidas de frutas). Apesar de ser muito útil numa cozinha, o liquidificador não é bom amigo da saúde. Girando em alta velocidade, suas lâminas oxidam as vitaminas dos alimentos e alteram suas fibras. Além disso, ao liquefazer os alimentos, a tendência é não mastigar. Portanto, seja parcimonioso no seu uso.
Do segundo ao 40º dia
Desjejum: frutas exclusivamente cruas ou assadas. Acrescente banana-da-terra, banana São Tomé ou ainda maçã.
Lanches: usar apenas sucos (sem açúcar) ou água de côco. Beber muita água ao longo do dia,
exceto nos primeiros 90 minutos após as refeições. Lembre-se: você tem muitos
depósitos para diluir.
Almoço: metade deve ser de saladas cruas. Uma ou duas verduras cozidas. Batata, mandioca e
aipim são raízes feculentas: portanto, não devem ser usadas. Acrescente ao almoço
após o 8º dia arroz integral ou milho verde com feijão verde ou ervilhas. Evite
alimentos como queijo, carne e frutos do mar.
Jantar: substitua por frutas suculentas (um tipo cada dia) exclusivamente (sem sopa, café,
biscoito, pão, macarrão, bolo). Faça disso um hábito: é mais saudável e rejuvenesce.
Terminados os 40 dias, você terá condição de se avaliar em relação ao que estará sentindo. A melhoria compensou? Então, não volte aos antigos hábitos alimentares sob risco de receber de volta todo o sofrimento das crises de enxaqueca. Acrescente a essa alimentação básica, que deverá ser mantida, ingredientes saudáveis como:
Desjejum: granola integral com iogurte integral desnatado ou leite de soja original, mais duas
colheres de castanha-do-pará ou de nozes (cruas), em dias alternados. Continue
evitando pão, bolo e biscoitos por pelo menos 6 meses.
Almoço: acrescente pratos à base de verduras, sem farinha de trigo (mantenha distância das
massas, como já mencionado); use grãos integrais: grão-de-bico ou lentilha ou favas,
etc.
Jantar: manter as frutas, acrescentando frutas secas, sem açúcar. Quando jantar fora, utilize
exclusivamente uma salada de hortaliças cruas.
Você verá que a vida sem enxaqueca é muito melhor. Persistindo nesses hábitos saudáveis, estudando e aperfeiçoando os cuidados com o corpo, você obterá um alto nível de qualidade de vida e poderá saber finalmente o que significa longevidade.
E não se esqueça: dar ao corpo o repouso e o exercício que ele precisa é imprescindível para tudo isso dar certo.
Alimentos pró-enxaqueca:
•Queijos
•Conservas em geral
•Embutidos (salsichas, salame, mortadela, por exemplo)
•Defumados
•Chocolate
•Amendoim
•Pão branco
•Macarrão
•Arroz branco
•Refrigerantes
•Bolos, doces, sorvetes
Alimentos contra enxaqueca:
•Água pura
•Arroz integral
•Trigo integral
•Aveia
•Quinua
•Amaranto
•Lentilhas
•Grão-de-bico
•Milho
•Ervilha
•Verduras folhosas cruas
•Frutas
•Castanhas
•Amêndoas
•Nozes
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